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Em terra de caciques, novos políticos serão reis?

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Em 1958, o Brasil, comandado por Garrincha e Pelé (sim, em 58 o nome de garrincha obrigatoriamente vinha em primeiro), conquistava o seu primeiro título mundial, na Suécia. Alguns tantos quilômetros dali, naquele mesmo ano, iniciava um período de caciques no poder no Amazonas. Com o carinho que tenho por Manaus, ouso comparar a longevidade e o culto ao saudoso Gilberto Mestrinho ao de Vossa Majestade, para os Britânicos.

Eleito naquele ano para o seu primeiro mandato como Governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho iniciava um modelo de dominância de muito sucesso baseado no populismo e assistencialismo. Voltou ao poder em 1982, após um período de ditadura no país, ajudando a eleger, em 1986, outro grande cacique, Amazonino Mendes. Negão, como é conhecido pelos íntimos (quase 4 milhões de Amazonenses), trouxe um ingrediente a mais para biografia dos caciques políticos: o carisma. Com a linguagem que o povo gosta, suas camisetas coloridas encharcadas de suor trouxeram uma intimidade que faz, até hoje, Amazonino ser considerado parte da família de muitas pessoas.

A partir daí a linhagem de caciques se desenrolou com nomes como Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, Omar Aziz e Arthur Virgílio Neto, cada qual com suas peculiaridades, desde ser filho de político, até preparar com todo cuidado tucumã para seus padrinhos políticos.

Dominando por muito tempo o cenário político, o tempo foi passando e um a um foi perdendo a condição que intitula o nosso texto. Gilberto Mestrinho virou saudoso; Amazonino, já com idade avançada, vêm de três derrotas nos últimos pleitos; Eduardo Braga, já não tem mais o poder de antigamente e vai precisar mudar a imagem que não o faz passar de 10% das intenções de votos em Manaus; Arthur, também com uma idade avançada, é assombrado por problemas familiares que praticamente enterraram sua vida política; e Omar Aziz, mesmo com a recente vitória sobre Coronel Menezes, luta contra uma rejeição alta, principalmente na capital.

Fica a questão: teremos novos políticos que ocuparão esses postos? Se sim, quem seriam eles?

Me arrisco a dizer alguns nomes. Antes disso, é importante lembrar que, diferente da nostálgica geração passada de ‘figurões’, que tinha no populismo sua arma central, esses novos descendentes precisam buscar novas estratégias para subir a alcunha de ‘caciques’.

David Almeida, prefeito, ex-governador e exímio corredor, é um nome forte. Com boa aprovação, trabalhador e com o seu jeito carismático, vai depender do caminho até a próxima eleição para ditar o seu futuro.

Roberto Cidade, articulador, é um nome que também desponta como possível força política de longo prazo.

Saullo Vianna, Deputado Federal eleito, tem em sua organização, estratégia, articulação e pacificação, boas qualidades que podem torná-lo uma potência política.

Um dos deputados federais mais novos do país, Amom Mandel, mesmo com uma benevolência genealógica digna de Rá, Deus do Sol, virou um fenômeno de marketing, estratégia e votos. Dependendo de sua atuação na câmara dos deputados, pode virar o Rei dos Deuses no Amazonas.

Wilson Lima, governador reeleito, reúne algumas características que o despontam como grande favorito a ocupar esse tão almejado posto; é jovem, comunicativo, sereno e ao longo dos anos, se tornou extremamente articulador. Soma-se a isso, o fato de Wilson ter sido um apresentador de sucesso, almoçando todos os dias com os Amazonenses em horário nobre. Na correria do século 21, é mais fácil voltar a amar, quem já amamos um dia.

Além dos caciques, está aberta também a vaga de pajé, que foi ocupada por Gilberto Mestrinho na formação, criação e aconselhamento da nova caravana política Amazonense.

Me amparando carinhosamente em Mário Quintana, não pergunte a um autor o que ele quis dizer com isso, um de nós pode ser burro.

Texto por Marcel Valin

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