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Manaus entra em estado de atenção após piora da qualidade do ar

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Concentração de partículas finas chegou a 188,5 µg/m³ e foi classificada como péssima; fumaça é atribuída principalmente a queimadas no interior do Amazonas e em estados vizinhos.

Manaus entrou em estado de atenção após o agravamento da fumaça e da qualidade do ar registrado nesta quarta-feira (23). A medida foi anunciada durante reunião do Comitê de Crise Climática, realizada no Centro de Cooperação da Cidade.

Segundo o monitoramento da Defesa Civil Municipal, a concentração média de partículas finas PM2,5 chegou a 188,5 microgramas por metro cúbico, índice classificado como “péssimo”.

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A capital também amanheceu com uma das piores condições de qualidade do ar entre as cidades brasileiras.

Dados apresentados durante a reunião apontam que grande parte da fumaça que encobre Manaus tem origem em queimadas registradas no interior do Amazonas, na Região Metropolitana e em estados vizinhos, como Pará, Rondônia e Mato Grosso.

De acordo com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) citadas pela Prefeitura de Manaus, o Amazonas registrou 757 focos de queimadas nas 24 horas anteriores à reunião, enquanto a capital contabilizou dois focos no mesmo período.

Amazonas concentra milhares de focos de calor

No acumulado de 2026 citado pelo município, Manaus aparece na 28ª posição entre os municípios amazonenses em número de focos de calor.

Foram registrados 37 focos na capital entre os 5.768 contabilizados no Amazonas, o equivalente a aproximadamente 0,6% do total.

Entre os municípios com maior participação aparecem Apuí, com 16,8% dos registros, Novo Aripuanã, com 12,7%, Lábrea, com 7%, e Autazes, com 5,9%.

Segundo o subsecretário de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Itamar Mar, a fumaça acumulada sobre Manaus tem origem principalmente em outros municípios da Região Metropolitana e no leste do estado.

As equipes municipais também continuam fiscalizando focos identificados dentro da capital e desenvolvendo ações de conscientização contra a queima de lixo doméstico.

Prefeitura reforça ações preventivas

Entre as medidas anunciadas pelo município estão o uso de dois drones para monitoramento de focos de incêndio, ações de apoio a produtores rurais para reduzir o uso do fogo e iniciativas de mecanização e correção do solo.

A prefeitura também informou ter plantado mais de 45 mil mudas de árvores ao longo deste ano, com reforço na irrigação durante o período de estiagem.

Durante a reunião, o prefeito Renato Junior afirmou que a maior parte da fumaça que chega à cidade é consequência de incêndios registrados fora dos limites de Manaus.

Saúde alerta para problemas respiratórios

Com o aumento da fumaça, a Secretaria Municipal de Saúde orientou a população a reforçar os cuidados, especialmente pessoas com maior sensibilidade a problemas respiratórios.

Entre os sintomas associados à exposição estão tosse persistente, coceira nos olhos, tontura, fadiga, mal-estar e dificuldades respiratórias.

A recomendação é manter hidratação constante, evitar atividades físicas nos períodos mais quentes do dia, utilizar máscara em ambientes com maior concentração de fumaça e procurar atendimento de saúde caso os sintomas se agravem.

As Unidades Básicas de Saúde de Manaus permanecem disponíveis para atendimento da população.

Denúncias podem ser feitas pelo 153

A Defesa Civil também pediu colaboração dos moradores na identificação de queimadas dentro da cidade.

Denúncias podem ser feitas durante 24 horas pelo telefone 153, da Guarda Municipal, ou pelo sistema Slim Manaus, preferencialmente com informações sobre o endereço e imagens da ocorrência.

Incêndios de grandes proporções devem ser comunicados ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Em casos de emergência médica grave, a orientação é acionar o Samu pelo 192.

A reunião do Comitê de Crise Climática contou com representantes de diferentes secretarias municipais, da Defesa Civil e de outros órgãos da Prefeitura de Manaus.

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