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Ibama interrompe novas licenças de caça de javalis

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) decidiu suspender a emissão de novas autorizações para a caça de javalis, em resposta às mudanças recentes no regulamento relacionado às armas.

Anteriormente, os caçadores registrados no Exército com aprovação do Ibama tinham permissão para caçar javalis usando armas de fogo. No entanto, as novas regras agora limitam a caça a situações essenciais para a proteção de plantações e rebanhos, com autorização exclusiva do Exército.

Nota do Ibama

O anúncio dessa decisão foi feito pelo Ibama em 18 de agosto. Em uma nota divulgada nesta quarta-feira (23), o órgão explicou que aqueles que já possuíam autorizações de caça emitidas pelo Sistema de Informação de Manejo de Fauna (Simaf) antes de 21 de julho de 2023 ainda podem caçar até o término da validade da autorização. Detalhes sobre como as novas autorizações serão concedidas pelo Exército ainda não foram fornecidos.

Caça esportiva

A questão da caça de javalis tem gerado preocupação, especialmente devido ao aumento significativo no número de municípios envolvidos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), que passou de 698 em 2017 para 2.010 em 2022. Há alegações de que algumas pessoas estão usando a justificativa da “caça de manejo” para praticar a caça esportiva, o que é ilegal no Brasil.

A caça de manejo é permitida para controlar a população de javalis, considerados invasores que podem causar prejuízos às plantações. Atualmente, há 558.204 caçadores com registros ativos no Exército no Brasil, incluindo 33.543 com autorização do Ibama para a caça.

Além dos caçadores registrados, outras pessoas também podem receber permissão do Ibama para caçar javalis. No entanto, nessas situações, o uso de armas de fogo não é permitido; em vez disso, são utilizadas armas brancas ou armadilhas.

Preocupação

A Sociedade Rural Brasileira expressou preocupação com a suspensão das autorizações de caça de espécies exóticas, como o javali. A entidade destaca os danos ambientais e econômicos causados pela presença desses animais, bem como os riscos sanitários que os javalis podem representar para a pecuária nacional, especialmente no contexto da retirada em curso da vacinação contra a febre aftosa.

Com informações da FolhaPress*

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