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Ondas de calor e queimadas: Até quando?

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No dia 20 de setembro de 2023, Manaus apareceu coberta de fumaça por todos os lados. Aviões ficaram impedidos de decolar ou pousar no aeroporto da cidade, os pilotos de barcos tiveram a visibilidade reduzida nos rios, motoristas enfrentaram dificuldades para se deslocar no trânsito, alunos foram dispensados das salas de aula por conta da fumaça e calor. Até quando as queimadas continuarão firmes e fortes em nossa cidade?

Curiosamente, não foi registrada ocorrência alguma de incêndio ou queimada na capital, nos dias críticos da semana, 19 e 20 de setembro, o que nos leva a um alerta: A proporção dos incêndios nas regiões rurais do Amazonas vem crescendo desenfreadamente a ponto de as consequências serem sofridas na capital.

Nessa semana, segundo imagens de satélites e de acordo com o  Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a qualidade do ar na cidade chegou quase ao nível de insalubridade, sendo cada vez mais difícil respirar ar puro na capital. Não será surpresa se, junto com a onda de calor que invade Manaus, e somadas às grandes concentrações de partículas poluentes em razão das queimadas, haja o aumento de doenças respiratórias, tais como tosse, pneumonia e falta de ar.

No mês passado, a Prefeitura lançou a campanha “Manaus Sem Fumaça”, com o fim de alertar a população sobre os males causados pelas queimadas e a denunciar casos de focos de queimada no telefone de número (92-98842-2161). Cada atitude a fim de prevenir e combater essas ações é válida e a iniciativa da campanha é louvável, mas não seria exagero dizer que esta campanha deveria se estender por todo o estado, considerando o aumento substancial dessas ocorrências principalmente no interior do Amazonas.

Um inimigo silencioso, mas de proporções cada vez maiores, merece ser combatido com educação ambiental, políticas públicas de preservação nas empresas e nas casas e, sobretudo, com forte conscientização sobre o que fazer para se evitar essas queimadas e como se proteger das suas consequências.

Em pleno 2023, a redução das queimadas recreativas, queimadas para renovação de pastagem, queimadas para limpeza de vegetação, dentre outras formas desse mal, é uma jornada desafiadora, mas possível se houver comprometimento com a nossa saúde e a dos nossos.

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