Com foco em mulheres, negros e indígenas, a iniciativa busca ampliar representatividade política e combater sub-representação histórica.
O Tribunal Superior Eleitoral lançou nesta terça-feira (5) a campanha “Representatividade”, iniciativa que pretende incentivar candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas nas eleições brasileiras. A ação será veiculada em emissoras de rádio e televisão até o dia 30 de julho e também contará com conteúdos voltados para as redes sociais da Justiça Eleitoral.
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A campanha destaca a diferença entre a composição demográfica do país e o perfil predominante dos ocupantes de cargos eletivos. Segundo o TSE, a pluralidade política é fundamental para fortalecer a democracia, ampliar a defesa de direitos específicos e consolidar a diversidade cultural brasileira.
Campanha do TSE terá peças em rádio, TV e redes sociais
A campanha inclui peças publicitárias de 30 segundos, produzidas para televisão e rádio, além de conteúdos digitais publicados nos perfis oficiais da Justiça Eleitoral. O plano de mídia e os materiais oficiais estão disponíveis no portal do TSE.
De acordo com a legislação eleitoral, o período entre abril e julho é reservado para campanhas institucionais voltadas ao incentivo da participação política de mulheres, jovens e da população negra, além de ações educativas sobre o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro.
Participação feminina ainda segue abaixo da maioria masculina
Mesmo com crescimento gradual da presença feminina nas disputas eleitorais, os homens ainda representam a maioria das candidaturas no país.
Nas eleições gerais, o número de mulheres candidatas passou de cerca de 9,2 mil, o equivalente a 32% do total em 2018, para aproximadamente 9,9 mil candidaturas, representando 34%, em 2022.
Já nas eleições municipais, houve redução no número absoluto de candidaturas femininas, embora a participação proporcional tenha permanecido estável. Em 2020, foram cerca de 187 mil mulheres candidatas, correspondendo a 34% do total. Em 2024, o número caiu para aproximadamente 159 mil, mantendo o mesmo percentual.
Candidaturas negras cresceram nas últimas eleições
No recorte racial, as candidaturas de pessoas negras (autodeclaradas pretas e pardas) passaram a representar a maioria nas eleições gerais de 2022.
Em 2018, esse grupo somava cerca de 13,5 mil candidaturas, equivalente a 46% do total. Em 2022, o número subiu para aproximadamente 14,7 mil candidaturas, alcançando 50% das disputas eleitorais.
Nas eleições municipais, também houve crescimento proporcional. As candidaturas negras passaram de cerca de 279 mil, representando 50% em 2020, para aproximadamente 239 mil candidaturas, equivalentes a 52% em 2024.
Apesar do avanço, as candidaturas de pessoas brancas seguem como o maior grupo isolado no cenário eleitoral brasileiro, com cerca de 268 mil candidaturas (49%) em 2020 e aproximadamente 217 mil (47%) em 2024.
Número de candidaturas indígenas também apresentou crescimento
As candidaturas indígenas continuam representando uma parcela reduzida do total de candidaturas no Brasil, mas registraram crescimento nos últimos pleitos.
Nas eleições gerais, o número passou de cerca de 130 candidaturas em 2018 para aproximadamente 190 em 2022.
Já nas eleições municipais, houve aumento de cerca de 2,2 mil candidaturas indígenas em 2020 para aproximadamente 2,6 mil em 2024.
Serviço
Período de veiculação: de 5 de maio de 2026 a 30 de julho de 2026
Formatos: vídeo para TV e spot de rádio, ambos com 30 segundos
Objetivo: incentivar diversidade e combater a sub-representação política
Disponibilidade: peças e plano de mídia no Portal do TSE
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