Proposta de Orçamento mantém benefício mínimo em R$ 600 e prevê menos recursos para o programa do que nos dois anos anteriores.
O Bolsa Família continuará com benefício mínimo de R$ 600 por família em 2027, caso seja mantida a proposta de Orçamento enviada pelo governo ao Congresso Nacional. O projeto prevê R$ 157,1 bilhões para o programa no próximo ano, abaixo dos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e dos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.
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A ausência de reajuste ocorre enquanto a equipe econômica busca controlar o avanço das despesas obrigatórias. A eventual correção dos valores poderá ser discutida pelos parlamentares durante a tramitação do projeto orçamentário no Congresso.
Bolsa Família mantém valores atuais
Desde o relançamento do programa, em março de 2023, os valores do Bolsa Família não foram reajustados. A legislação permite que os benefícios sejam corrigidos em um intervalo de até dois anos. Na interpretação do governo, porém, essa previsão dá autorização para uma revisão, mas não estabelece que ela seja obrigatória.
O benefício básico permanece em R$ 600, com pagamentos adicionais definidos conforme a composição de cada família. São R$ 150 para cada criança de até 6 anos, R$ 50 para gestantes, R$ 50 para jovens de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 para bebês de até 6 meses. Os adicionais podem ser acumulados de acordo com as características do núcleo familiar.
Número de famílias atendidas permanece estável
Apesar da redução da previsão orçamentária para 2027, o número de famílias contempladas pelo programa permanece próximo ao registrado no ano anterior. Em agosto, cerca de 19,3 milhões de famílias receberam o Bolsa Família. No mesmo mês de 2025, eram aproximadamente 19,2 milhões.
Para ingressar no programa, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades estabelecidas nas áreas de saúde e educação.
Congresso poderá discutir correção dos benefícios
A proposta apresentada pelo governo ainda será analisada pelo Congresso Nacional. Durante a tramitação do Orçamento, os parlamentares poderão propor mudanças na previsão de recursos e pressionar pela recomposição dos valores pagos às famílias.
A previsão de R$ 157,1 bilhões para 2027 faz parte do conjunto de despesas obrigatórias consideradas pelo governo na elaboração do projeto orçamentário. A manutenção do benefício mínimo em R$ 600, portanto, permanece sujeita ao que for definido durante a análise e votação da proposta no Legislativo.
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