Termo assinado pelo governador Roberto Cidade garante a continuidade e o aumento das atividades de prospecção na Bacia do Rio Solimões.
O governador do Amazonas, Roberto Cidade, assinou nesta terça-feira (3 de novembro) um Termo de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) com a Petrobras para permitir a continuidade e a ampliação das atividades de prospecção, pesquisa e exploração de petróleo e gás natural na área Arara Azul 1 (ARZ-1), localizada no município de Tefé, a 523 quilômetros de Manaus. A iniciativa integra as operações da companhia na Bacia do Rio Solimões e no complexo petrolífero de Urucu.
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A concessão autoriza a Petrobras a utilizar a área para desenvolver as atividades previstas no acordo, mas não transfere a propriedade do imóvel, que permanece pertencendo ao Governo do Amazonas. O território possui mais de 26 mil hectares e está situado na margem esquerda do rio Tefé.
Durante a assinatura do documento, Roberto Cidade destacou a expectativa de geração de empregos, renda e arrecadação para o estado, além da importância da continuidade dos investimentos no setor de petróleo e gás.
“Quem ganha com isso é o povo do Amazonas, porque há geração de emprego e renda. É para isso que um homem público tem que trabalhar, para dar oportunidade para o povo. Em breve, assinaremos outra concessão para seguir fazendo a nossa parte. Explorar com responsabilidade, isso é o que importa”, afirmou o governador, que também ressaltou a presença da Petrobras no Amazonas há quatro décadas.
Concessão em Tefé amplia investimentos da Petrobras no Amazonas
A área Arara Azul 1 integra o complexo de Urucu, operado pela Petrobras. Em abril de 2024, a companhia anunciou a contratação de sondas terrestres para a perfuração de poços nos campos de Rio Urucu, Sudoeste de Urucu, Leste do Urucu e Arara Azul, reforçando as atividades de exploração na região.
A secretária de Estado das Cidades e Territórios, Renata Queiroz, ressaltou que a regularização dos processos de concessão é importante para viabilizar investimentos e ampliar os benefícios econômicos para a população.
Segundo a secretária, a assinatura representa a 15ª concessão formalizada pelo governo estadual, após a conclusão dos procedimentos burocráticos e das vistorias necessárias para a regularização das áreas.
“Isso significa mais investimento e mais retorno para nossa população, tanto geração de renda, assim como a própria exploração de gás e petróleo”, destacou Renata Queiroz.
Petrobras gera cerca de 14 mil empregos no Amazonas
A presença da Petrobras no Amazonas tem impacto direto na economia estadual. Conforme estimativa divulgada em maio de 2026, as atividades da companhia geram aproximadamente 14 mil empregos diretos e indiretos.
A empresa também figura como a maior contribuinte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado. Em 2025, a arrecadação de tributos e participações governamentais destinadas ao Amazonas alcançou R$ 1,5 bilhão, de acordo com os dados apresentados durante a divulgação das informações.
O gerente de Planejamento e Gestão da Petrobras, Eliseu Robert Lage, afirmou que a concessão fortalece a parceria entre a empresa e o Governo do Amazonas e contribui para consolidar os investimentos da companhia na região.
De acordo com o representante, a estratégia envolve manter a produção de petróleo e gás em condições de atender à demanda atual do estado, ao mesmo tempo em que a empresa prepara novas oportunidades de desenvolvimento para os próximos anos.
Polo Urucu responde por parte da geração de energia no Amazonas
O Polo Urucu é considerado a maior província petrolífera em terra firme (onshore) do Brasil. O complexo reúne estruturas de produção e processamento de petróleo e gás natural instaladas nos municípios de Coari, a 363 quilômetros de Manaus, e Tefé.
Em 2020, a Petrobras registrava sete concessões de produção na região: Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu e Sudoeste de Urucu.
Atualmente, o Polo Urucu mantém uma produção média diária de 105 mil barris de óleo equivalente. O gás natural extraído na unidade corresponde a aproximadamente 65% da geração de energia elétrica consumida em Manaus e em outros cinco municípios do Amazonas.
Além da produção de gás natural e petróleo, o complexo também possui capacidade de produção equivalente a 80 mil botijões de gás de cozinha (GLP) por dia. O combustível produzido em Urucu abastece os estados da Região Norte e também atende a localidades do Nordeste brasileiro.
Com a nova concessão em Tefé, o Governo do Amazonas e a Petrobras buscam assegurar a continuidade das operações na região e ampliar as condições para novos investimentos no setor de petróleo e gás natural.
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