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Acusados pelo assassinato de Bruno e Dom irão a júri popular

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A Justiça Federal determinou que Amarildo da Costa Oliveira, Oseney da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima, acusados de envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, serão levados a julgamento popular. A decisão foi baseada em uma sentença de pronúncia, na qual o juiz federal Weldeson Pereira Pessoa, da Comarca de Tabatinga, reconheceu a existência de provas de materialidade dos homicídios e das ocultações dos corpos. Além disso, o juiz manteve a prisão dos réus.

A sentença foi tornada pública na segunda-feira (2) e gerou reações da defesa dos acusados, que afirmou que pretende recorrer da decisão. O juiz justificou a manutenção da prisão dos réus com o argumento de que a soltura deles poderia colocar em risco a ordem pública, considerando a repercussão internacional do caso. Segundo o juiz Weldeson Pereira Pessoa, “soltar os réus quando a instrução processual provou indícios de cometimento de dois homicídios seguidos da ocultação de cadáveres causaria comoção popular.”

Atualmente, Amarildo da Costa Oliveira está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, Paraná; Oseney da Costa de Oliveira está detido na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e Jefferson da Silva Lima encontra-se na Penitenciária de Campo Grande.

O caso que envolve o assassinato de Bruno Pereira, indigenista que atuava como colaborador da União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), e do jornalista Dom Phillips, colaborador do veículo britânico The Guardian, chocou o Brasil e a comunidade internacional. Ambos desapareceram em 5 de junho enquanto estavam navegando próximo à comunidade de São Rafael, sendo que seus restos mortais foram encontrados 10 dias depois, após a confissão de Amarildo Oliveira, que levou as autoridades e indígenas ao local onde os corpos estavam sepultados.

A região da reserva indígena do Vale do Javari, a segunda maior do país com mais de 8,5 milhões de hectares, abriga uma grande população de indígenas isolados. O indigenista Bruno Pereira havia denunciado ameaças na região e sua exoneração da Funai coincidiu com o momento em que o presidente Jair Bolsonaro apresentou um projeto para liberar garimpos em reservas indígenas. Dom Phillips, por sua vez, trabalhava em um livro sobre a Amazônia com o apoio da Fundação Alicia Patterson.

De acordo com a Polícia Federal, o mandante do crime foi Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, que tinha conexão direta com Amarildo. Rubén chegou a ser preso, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 15 mil em outubro, sendo posteriormente detido novamente em dezembro por descumprir determinações da Justiça Federal durante a liberdade provisória.

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