Produtores rurais de todo o estado devem declarar os animais até 30 de dezembro. Obrigação inclui bovinos, suínos, aves, peixes e abelhas; descumprimento pode gerar multas e impedir o transporte dos animais.
A campanha de atualização cadastral de rebanhos no Amazonas começa no dia 16 de novembro e seguirá até 30 de dezembro. Durante o período, produtores rurais de todos os municípios do estado deverão atualizar os dados das propriedades e declarar a quantidade de animais criados. A medida é coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) e tem como objetivo fortalecer o controle sanitário dos rebanhos.
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A obrigatoriedade abrange criadores de diferentes espécies, incluindo bois, búfalos, cavalos, jumentos, mulas, suínos, cabras, ovelhas, galinhas, perus, patos, aves ornamentais, peixes e abelhas. A declaração permite que a Adaf mantenha informações atualizadas sobre a quantidade e os tipos de animais existentes em cada propriedade rural.
Como fazer a atualização cadastral de rebanhos no Amazonas
Os produtores poderão realizar o procedimento presencialmente, nos escritórios da Adaf instalados nos municípios, ou por atendimento remoto, por meio do WhatsApp, no número (92) 99238-5568. O prazo para regularização termina em 30 de dezembro.
Quem optar pelo atendimento digital deverá ter em mãos um documento de identificação para a realização da prova de vida, além da relação completa dos animais existentes na propriedade. As informações precisam estar organizadas por espécie, idade e sexo, facilitando o preenchimento e agilizando o atendimento.
De acordo com a fiscal agropecuária e médica veterinária Joelma Silva, uma das coordenadoras do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (Pnefa) no Amazonas, a organização prévia dos dados é importante para tornar o procedimento mais rápido pelo WhatsApp.
Declaração é fundamental para o controle da febre aftosa
As campanhas de atualização cadastral são realizadas duas vezes ao ano, em períodos distintos: entre maio e junho e entre novembro e dezembro. A estratégia ganhou ainda mais importância após a suspensão da vacinação contra a febre aftosa em todo o Amazonas, uma vez que o monitoramento dos rebanhos passou a depender também de informações atualizadas sobre os animais existentes nas propriedades.
Com os dados declarados pelos produtores, a Adaf consegue identificar quantos animais existem em cada propriedade e quais são as espécies criadas. Essas informações contribuem para o planejamento e a execução das ações de vigilância e controle sanitário, além de fortalecer a manutenção do status sanitário do estado.
Produtores que não fizerem a declaração podem receber multas
A atualização cadastral é obrigatória. Quem deixar de cumprir a exigência estará sujeito à aplicação de multas e ficará impedido de movimentar os rebanhos, o que pode comprometer o transporte e a comercialização dos animais.
Segundo o diretor técnico da Adaf, Samuel Bernardo, a declaração também é necessária para garantir a emissão de documentos sanitários, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), exigida para o transporte de animais.
O procedimento contribui para que o Amazonas mantenha, junto com o Brasil, o reconhecimento de território livre de febre aftosa sem vacinação. Por isso, a Adaf reforça a importância de os produtores realizarem a atualização dentro do prazo estabelecido, evitando penalidades e garantindo a regularidade sanitária das propriedades rurais.
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