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Wilson rebate Zema: “pobreza se concentra no Norte e Nordeste”

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O governador do Amazonas, Wilson Lima, classificou a fala de Romeu Zema, atual governador de Minas Gerais, como “muito perigosa” e afirmou que esse tipo de declaração é “muito ruim”. Zema defendeu em uma entrevista concedida ao Estadão uma frente de “protagonismo político” das regiões Sul e Sudeste. Em resposta, Wilson Lima afirmou que a pobreza, no Brasil, se concentra nas regiões Norte e Nordeste.

“Uma declaração dessa é muito ruim porque a pobreza se concentra no Norte e no Nordeste. Sul e Sudeste não querem abrir mão do que eles têm em termos de competitividade, mas é necessário um equilíbrio. É muito perigoso estabelecer um cabo de guerra entre as regiões e colocar uma população contra a outra“, afirmou o governador do Amazonas ao jornal Estadão.

Respostas às falas de Zema

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Caio André, também repudiou as declarações feitas pelo governador mineiro. Em suas redes sociais, nesta segunda-feira (07/08), Caio André disse que a postura do governador é uma “aparente incansável perseguição contra os estados do Norte e Nordeste”.

Já o  deputado federal Saullo Vianna (UB) afirmou que as declarações de Zema soam mais oportunistas do que movidas por convicção genuína. “Eu vejo a fala do governador Romeu Zema muito mais como oportunista do que por convicção do que estava falando”, afirmou o parlamentar que é da bancada do Amazonas em Brasília.

Entenda as declarações

Tudo começou com uma entrevista ao Estadão, publicada no sábado (5), onde Romeu Zema afirmou que os governadores das regiões Sul e Sudeste buscam “protagonismo político” e estão formalizando o Consórcio Sul-Sudeste (Cossud) para garantir que além do “protagonismo econômico” as regiões tenham também relevância na escolha de um candidato para a eleição presidencial de 2026, garantindo sua representatividade política através da organização da direita brasileira.

Zema citou “o peso” do grupo com o exemplo da Reforma Tributária: “Eles queriam colocar um conselho federativo com um voto por Estado. Nós falamos, não senhor. Nós queremos proporcional à população. Por que sete Estados em 27, iríamos aprovar o quê? Nada. O Norte e Nordeste é que mandariam. Aí, nós falamos que não. Pode ter o Conselho, mas proporcional. Se temos 56% da população, nós queremos ter peso equivalente”, afirma Zema.

Outra fala polêmica do governador de Minas gerais foi: “Está sendo criando um fundo para o Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Agora, e o Sul e o Sudeste não têm pobreza? Aqui todo mundo vive bem, ninguém tem desemprego, não tem comunidade? Tem, sim. Nós também precisamos de ações sociais. Então Sul e Sudeste vão continuar com a arrecadação muito maior do que recebem de volta? Isso não pode ser intensificado, ano a ano, década a década”, emendou o governador. “Já decidimos que além do protagonismo econômico que temos, porque representamos 70% da economia brasileira, nós queremos – que é o que nunca tivemos – protagonismo político”, questiona Zema.

Outros governadores estaduais se posicionam

As declarações de Romeu Zema foram o assunto político mais discutido no Twitter com diversas repercussões.

João Azevedo (PSB), governador da Paraíba e presidente do Consórcio Nordeste, acredita que a entrevista “infeliz” estimula cisão equivocada entre as regiões do Brasil e não deve encontrar apoio em sua mobilização, “Fica difícil entender se é desconhecimento ou realmente uma intenção clara de criar uma cisão entre regiões, o que não é de interesse de ninguém”, afirmou.

Rafael Fonteles (PT), governador do Piauí foi taxativo e twittou: “No momento em que o nosso país mais precisa de união, o Governador Zema, de Minas Gerais, em sua entrevista ao Estadão, revela-se o maior inimigo da federação brasileira.”

Renato Casagrande (PT), governador do Espírito Santo também utilizou as redes sociais para se expressar: “É importante deixar claro que é sua opinião pessoal. O ES participa do (Cossud) para que ele seja um instrumento de colaboração para o desenvolvimento do Brasil e um canal de diálogo com as demais regiões”.

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