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“Padroeira da liberdade”: Morre Rita Lee, aos 75 anos

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Rita Lee, uma das artistas brasileiras mais influentes de todos os tempos, morreu nesta segunda-feira (8), em São Paulo. A cantora, compositora, escritora e atriz de 75 anos havia sido diagnosticada com câncer de pulmão em 2021, e vinha em tratamento desde então.

O anúncio do falecimento foi feito por familiares nas redes sociais. Em seu Instagram, o marido e parceiro musical de Rita Lee, Roberto de Carvalho, informou aos fãs que a cantora e compositora morreu em sua casa, cercada por sua família e entes queridos. Ainda no anúncio, Roberto de Carvalho diz que Rita será cremada em cerimônia particular, assim como ela desejava.

O velório será realizado na quarta-feira (10), no Planetário do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A cerimônia será aberta para o público das 10h às 17h.

Trajetória

Rita Lee Jones de Carvalho foi um dos grandes nomes do movimento Tropicália e da incorporação dos ritmos psicodélicos no rock brasileiro durante os anos 60 e 70. Além disso, foi uma das artistas femininas mais bem sucedidas da história do Brasil, e arrastou multidões em todo o país durante seus 60 anos de carreira.

A cantora fez parte do grupo musical Os Mutantes de 1966 a 1972, onde lançou álbuns importantes para a história do rock brasileiro, como “Mutantes” (1969) “A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado” (1970), “Jardim Elétrico” (1971) e “Mutantes e seus Cometas no País dos Baurets” (1972).

Em 1973, integrou o grupo Tutti-Frutti, cujo álbum “Fruto Proibido” (1975) é considerado por críticos como a obra-prima de Rita Lee, com hits como “Agora Só Falta Você”, “Luz del Fuego” e “Ovelha Negra”. Na mesma época, foi presa pela ditadura e ficou em prisão domiciliar por 1 ano.

Em 1979, embarcou em carreira solo, sendo acompanhada somente por seu marido Roberto de Carvalho até sua aposentadoria, em 2014. Sua extensa carreira, influência cultural e inspiração para dezenas de artistas brasileiros deu a Rita Lee a alcunha de “rainha do rock brasileiro”, título que ela rejeitava por ser “cafona”. Segundo a cantora, “padroeira da liberdade” era um título mais adequado.

Profecia

Em seu livro “Rita Lee: uma autobiografia”, publicado em 2016, a artista escreveu em um trecho intitulado “Profecia” sobre o que ela imaginava que aconteceria no evento de sua morte, e ainda registrou o que queria que fosse inscrito em seu epitáfio:

“Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá, colegas dirão que farei falta no mundo da música, quem sabe até deem meu nome para uma rua sem saída. Os fãs, esses sinceros, empunharão capas dos meus discos e entoarão “Ovelha negra”, as tvs já devem ter na manga um resumo da minha trajetória para exibir no telejornal do dia e uma notinha no obituário de algumas revistas há de sair. Nas redes virtuais, alguns dirão: ‘Ué, pensei que a véia já tivesse morrido, kkk’. Nenhum político se atreverá a comparecer ao meu velório, uma vez que nunca compareci ao palanque de nenhum deles e me levantaria do caixão para vaiá-los. Enquanto isso, estarei eu de alma presente no céu tocando minha autoharp e cantando para Deus: ‘Thank you Lord, finally sedated’. 

Epitáfio: Ela nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa.”

No último dia 7 de março, Rita Lee anunciou o lançamento de mais um livro dando mais detalhes sobre sua trajetória na música: ‘Outra Autobiografia’, em referência à primeira obra. O livro chegará ao mercado em 22 de maio.

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