Missão de supervisão reúne Sema, FAS e banco alemão para avaliar resultados e definir próximos passos no combate ao desmatamento
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema) iniciou, nesta quarta-feira (15), a programação da Missão de Supervisão do Programa Floresta em Pé, iniciativa voltada ao fortalecimento da bioeconomia e ao controle do desmatamento no estado. A agenda reúne representantes da própria secretaria, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e do banco de desenvolvimento alemão KfW, principal financiador do projeto.
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O encontro tem como objetivo avaliar os avanços alcançados, discutir desafios operacionais e alinhar estratégias para a continuidade das ações. O programa Floresta em Pé tem sido apontado como uma das principais iniciativas ambientais em execução no Amazonas, especialmente no contexto de redução de emissões de gases de efeito estufa.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o apoio financeiro internacional tem sido essencial para ampliar a capacidade de atuação do estado. Ele destacou que os recursos contribuem tanto para o combate aos crimes ambientais quanto para o desenvolvimento de novas oportunidades econômicas nos municípios atendidos.
Floresta em Pé e bioeconomia: estratégia para reduzir o desmatamento
O programa Floresta em Pé é resultado de uma cooperação financeira entre os governos do Brasil e da Alemanha, com recursos operados pelo banco KfW. A iniciativa é supervisionada pela Sema e executada pela Fundação Amazônia Sustentável, que atua diretamente na implementação das ações.
O projeto busca reduzir o desmatamento e as emissões de carbono por meio de três frentes principais: fortalecimento da governança ambiental, apoio às ações de fiscalização e incentivo à bioeconomia. Essa última vertente tem como foco a criação de alternativas de renda baseadas no uso sustentável dos recursos naturais da floresta.
De acordo com representantes da FAS, o modelo de execução envolve uma articulação entre financiador, governo estadual e entidade executora. A avaliação inicial aponta que os investimentos têm apresentado resultados positivos, sobretudo nas ações de controle ambiental e no estímulo a cadeias produtivas sustentáveis.
Agenda técnica discute indicadores, financiamento e políticas públicas
Durante a missão, os participantes acompanham apresentações técnicas sobre políticas públicas ambientais no Amazonas, incluindo a quinta fase do Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento e Queimadas (PPCDQ/AM). Também estão em pauta indicadores de desempenho (KPIs), execução financeira do projeto, salvaguardas ambientais e mecanismos de gestão.
Outro ponto discutido é a integração entre diferentes fontes de financiamento e a articulação institucional entre os órgãos envolvidos. A intenção é garantir maior eficiência na aplicação dos recursos e ampliar o impacto das ações desenvolvidas.
Representantes do banco alemão ressaltaram a importância global da iniciativa. Segundo especialistas, o controle do desmatamento na Amazônia é um tema de interesse internacional, já que seus efeitos ultrapassam fronteiras e influenciam diretamente o equilíbrio climático mundial.
Impacto social e perspectivas de longo prazo
Além dos resultados ambientais, o programa também busca promover melhorias socioeconômicas, especialmente para comunidades locais e jovens. A proposta é fomentar modelos de desenvolvimento que conciliem geração de renda e conservação da floresta.
A expectativa dos gestores é que, no longo prazo, a bioeconomia se consolide como uma alternativa viável ao desmatamento, criando oportunidades sustentáveis e fortalecendo a economia regional.
A programação da missão segue nesta quinta-feira (16), com uma visita de campo ao município de Apuí, no sul do Amazonas. A agenda inclui inspeção de estruturas apoiadas pelo projeto, como o Centro Multifuncional e a base do Mosaico do Apuí, além do acompanhamento das ações da Operação Tamoiotatá, voltadas ao combate às queimadas e ao desmatamento.
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