Um grave incêndio na BR-174 mobilizou equipes de emergência e causou o bloqueio total da rodovia que interliga o Amazonas a Roraima. O incidente ocorreu na noite de segunda-feira, 18 de maio, na altura do quilômetro 150, em território amazonense. O veículo envolvido, um caminhão-tanque carregado com 50 mil litros de combustível, foi completamente tomado pelas chamas. Apesar da magnitude do fogo e dos riscos imprevistos para a região, as autoridades confirmaram que ninguém ficou ferido durante o ocorrido.
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O bloqueio da pista estendeu-se por aproximadamente quatro horas em ambos os sentidos. A interrupção do fluxo de veículos foi considerada uma medida essencial pelas forças de segurança para garantir a integridade dos motoristas que trafegavam pelo local. O isolamento da área e a orientação do tráfego receberam o suporte direto da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Riscos de explosão e atuação dos bombeiros no Amazonas
A principal preocupação das equipes de resgate centrou-se no potencial de destruição da carga. De acordo com o tenente Eduardo, comandante do 20º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) de Presidente Figueiredo, o risco iminente de uma explosão exigiu táticas de extrema cautela e segurança por parte dos profissionais de segurança pública. O perigo era agravado pela quantidade expressiva de material inflamável transportado pelo veículo de grande porte.
Para conter o avanço do fogo, a equipe do município de Presidente Figueiredo utilizou uma combinação de 4,5 mil litros de água e 100 litros de Líquido Gerador de Espuma (LGE), composto químico fundamental para o combate a incêndios dessa natureza. A agilidade da resposta permitiu que os seis bombeiros presentes, operando duas viaturas, controlassem a situação de forma autônoma. Viaturas de suporte chegaram a ser deslocadas da capital, Manaus, mas o perigo foi extinto antes que o reforço precisasse intervir diretamente na rodovia.
Danos ambientais e impactos na rede elétrica da região
As consequências do acidente ultrapassaram a estrutura do veículo de carga. As chamas intensas propagaram-se rapidamente para as margens da estrada, atingindo uma área de vegetação rasteira estimada em 50 metros quadrados. O ecossistema local sofreu danos superficiais, contidos a tempo de evitar que as queimadas ganhassem proporções florestais em meio à mata que margeia a estrada federal.
Além da destruição ambiental controlada, a infraestrutura local foi afetada. A fiação de alta tensão suspensa sofreu danos severos causados pelo calor e pelo contato direto com o fogo. Diante do comprometimento da rede elétrica, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) acionou em caráter de urgência a concessionária Amazonas Energia para que realizasse os reparos necessários nos cabos danificados e restabelecesse a segurança energética da localidade. Após os trabalhos de rescaldo e a verificação de que não havia novas fontes de ignição, o trecho foi considerado seguro e a rodovia foi totalmente liberada para o trânsito de passageiros e cargas.
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