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Seca no Amazonas Afeta Economia, Meio Ambiente e Turismo na Região

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A severa seca no Amazonas já impactou a vida de 633 mil pessoas, conforme informações divulgadas no domingo (22) pela Defesa Civil estadual. Dentre as 62 cidades do estado, 59 delas estão enfrentando uma situação de emergência devido à escassez de chuvas.

Impactos da seca em Manaus

A cidade de Manaus enfrenta a pior seca dos últimos 121 anos, com o nível do Rio Negro atingindo 12,89 metros na segunda-feira, a marca mais baixa desde o início das medições em 1902. Vale ressaltar que o recorde de altura já registrado foi de 30,02 metros em 16 de junho de 2021.

Seca em Canutama no Amazonas

O município de Canutama encontra-se em estado de alerta, enquanto somente Presidente Figueiredo e Apuís desfrutam de uma situação considerada normal.

Apoio do governo na seca do Amazonas

Em resposta à seca no Amazonas, o governo federal destinou aproximadamente R$ 100 milhões para a realização de ações emergenciais de dragagem de trechos do rio em áreas críticas, próximas a Itacoatiara e Manaus.

Seca no Rio Solimões
Foto: Baltazar Ferreira

A região, que abriga cerca de 2,3 milhões de habitantes, busca evitar o desabastecimento de itens essenciais. O Ministério dos Portos e Aeroportos informou que os procedimentos para a contratação emergencial da dragagem já estão em andamento e devem começar nos próximos dias, ainda na segunda quinzena de outubro.

Segundo a pasta, “as embarcações que operam no terminal graneleiro (Hermasa Itacoatiara/grãos) e nos principais terminais de contêineres da Zona Franca (Chibatão e Superterminais) estão com capacidade reduzida. A dragagem vai impedir impactos no valor do frete e no prazo para disponibilização de produtos que são escoados pelas hidrovias do Arco Norte.”

Marinha e Exército atuam juntos contra a seca

Na semana passada, a Marinha, em ação conjunta com o Exército e autoridades locais, distribuiu mais de 6 mil cestas básicas e 1,1 mil caixas de água mineral em municípios da região do Alto Solimões.

Marina do Davi, em Manaus, durante a severa seca que afetou o Rio Negro e demais rios da Amazônia.
Marina do Davi, em Manaus, durante a severa seca que afetou o Rio Negro e demais rios da Amazônia. FOTO: Lalo de Almeida/Folhapress

O Navio de Assistência Hospitalar Soares de Meirelles, da Marinha, desempenhou um papel central nesse esforço e deve percorrer 1.350 quilômetros, atendendo municípios como Benjamin Constant, Atalaia do Norte, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins.

Focos de calor no Amazonas

Conforme dados do monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram identificados 6.991 focos de calor, tornando setembro de 2023 um dos períodos com maior número de queimadas já registrado, ficando atrás apenas de setembro de 2022, que registrou 8.659 focos.

O contraste com a média histórica mensal de 3.003 focos de calor é evidente, uma vez que setembro de 2023 teve mais do que o dobro dessas ocorrências.

Manaus enfrenta onda de calor que levou a temperaturas extremas na última semana.
Manaus enfrenta onda de calor que levou a temperaturas extremas na última semana. FOTO: Reprodução

O Metsul mostrou que os dias 8 e 10 de outubro foram os mais críticos deste mês em relação às queimadas no estado do Amazonas. No dia 8, o monitoramento do Inpe identificou um total de 656 focos de calor.

Já em 10 de outubro, considerado o segundo pior dia do mês em termos de incêndios, foram contabilizados 504 focos. Notavelmente, desde que as autoridades federais e estaduais anunciaram medidas de combate à crise de fumaça em Manaus, houve uma significativa redução no número diário de focos de calor na região.

Impactos no turismo do Amazonas

A prolongada seca na região do Amazonas tem gerado também um impacto crescente na vida dos ribeirinhos. Até o momento, 63 comunidades na área de Manaus encontram-se isoladas, e muitas delas têm sua subsistência intrinsecamente ligada ao turismo.

Estiagem no Amazonas em Comunidades Ribeirinhas
Percepção das comunidades ribeirinhas sobre o impacto das secas do AM é ouvida em estudo

Essa situação também tem afetado negativamente a indústria do turismo no Amazonas. Devido à distância acentuada e à escassez de água nos rios, os turistas têm deixado de visitar essas comunidades.

O Jornal Hoje mostrou, por exemplo, a Comunidade do Inglês, com 34 anos de existência, onde uma seca intensa nunca havia acontecido antes. O impacto é visível, com o solo em frente à comunidade tão ressecado que já apresenta rachaduras.

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