Prisões preventivas ocorreram em Manaus durante investigação sobre o desaparecimento de R$ 800 mil e 30 quilos de ouro em Boa Vista.
Dois policiais civis do Amazonas foram presos preventivamente nesta quarta-feira (26), em Manaus, no avanço de uma investigação sobre o roubo de R$ 800 mil e 30 quilos de ouro ocorrido em Boa Vista, em Roraima. Os agentes, um delegado e um investigador, são investigados por possível envolvimento no esquema, mas a atuação atribuída a cada um deles ainda não foi divulgada pelas autoridades.
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A nova etapa da apuração é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil de Roraima. A investigação chegou ao Amazonas e resultou no cumprimento das prisões dos dois servidores da Polícia Civil do Amazonas.
Investigação começou após prisão de influenciador
O caso ganhou repercussão depois da prisão de Ivan Luiz Bastos Guimarães, de 33 anos, conhecido como “Itz Ivan”. Conforme as investigações, o influenciador teria planejado uma falsa abordagem policial dentro da própria residência para permitir o roubo do dinheiro e do ouro.
A simulação teria sido utilizada para viabilizar a retirada dos R$ 800 mil e dos 30 quilos de ouro que estavam envolvidos na ocorrência investigada em Boa Vista. Com o avanço da apuração, a participação de policiais passou a ser alvo de investigação.
Até o momento, porém, não foi esclarecido qual teria sido o papel do delegado e do investigador do Amazonas no esquema. Os nomes dos dois servidores também não haviam sido divulgados no momento das informações utilizadas para esta reportagem.
PC-AM acompanha a operação
A Polícia Civil do Amazonas confirmou as prisões e informou que acompanha a operação. Em nota, a instituição afirmou que está colaborando com as investigações e que o caso será encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública.
“A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informa que está acompanhando a operação deflagrada, nesta quarta-feira (26/08), pela Polícia Federal (PF), que teve como alvos um delegado e um investigador da instituição, e que está colaborando com as investigações.”
A PC-AM reforça que não compactua com qualquer tipo de irregularidade ou desvio de conduta por parte de seus servidores.
O caso também será encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública para a devida apuração da conduta dos servidores.”
A corporação não informou, até o momento, os nomes dos policiais presos nem qual seria a participação deles no roubo investigado em Roraima. A apuração segue sob responsabilidade da Draco, enquanto a conduta dos servidores também será analisada pela Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública.
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