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Caso de estupro expõe riscos do aluguel de contas em apps de transporte

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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) emitiu um alerta para motoristas de transporte por aplicativo e usuários após a prisão de um homem que se passou por condutor cadastrado e cometeu roubo e estupro contra uma passageira em Manaus, no início de novembro. O crime, registrado no dia 6, foi investigado pelo 3° Distrito Integrado de Polícia (DIP) e chamou atenção para a prática ilegal de alugar contas em plataformas de mobilidade.

De acordo com a PC-AM, o suspeito, de 25 anos, utilizou a conta de outro motorista para aceitar corridas, o que dificultou inicialmente sua identificação. A delegada Elizabeth de Paula destacou que casos semelhantes têm se tornado frequentes, aumentando os riscos tanto para passageiros quanto para motoristas cadastrados.

“É importante dar visibilidade para estes casos. No 3° DIP, temos atendido vítimas de situações diversas, tais como ameaças, injúrias, constrangimento por coação, golpes que causam prejuízos às vítimas e, os mais alarmantes, como o caso de roubo e estupro, recentemente investigado pela nossa equipe”, afirmou.

Aluguel de contas: risco para motoristas e usuários

A investigação sobre o crime revelou que a conta usada pelo agressor já havia sido alugada para outras três pessoas. A delegada reforça que essa prática ilegal expõe o dono da conta a responsabilização criminal e coloca passageiros em vulnerabilidade.

“No decorrer das diligências para identificar o indivíduo, verificamos que a conta utilizada por ele já havia sido alugada por outras três pessoas. Por isso, é importante ressaltar aos usuários que sempre confiram se os dados básicos apresentados pela plataforma, como modelo e placa do veículo e identificação do motorista, correspondem”, disse.

Ela orienta que qualquer divergência deve ser motivo para cancelamento da corrida e comunicação imediata à plataforma. Sobre os proprietários das contas alugadas ilegalmente, a delegada enfatiza: “Quanto à responsabilidade criminal dos donos das contas alugadas para terceiros, eles responderão na medida de sua culpabilidade, de acordo com o que for constatado em cada caso e dependendo do crime cometido pelo indivíduo que utilizou a conta”.

Elizabeth também alertou para os cuidados especiais que mulheres devem ter ao usar aplicativos à noite ou desacompanhadas, com o objetivo de reduzir situações de risco.

Como denunciar

A PC-AM reforça que vítimas de golpes, ameaças ou crimes graves dentro de corridas de aplicativo devem registrar Boletim de Ocorrência (BO), presencialmente ou pela Delegacia Virtual, para que o caso seja investigado.

“O registro do BO pode ser feito na delegacia mais próxima. Ele é crucial para que o caso seja devidamente apurado. Em situações menos graves, o registro permite o encaminhamento ao Juizado Especial Criminal, visando responsabilizar os motoristas infratores”, explicou a delegada.

Denúncias podem ser feitas pelos contatos:

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