InícioAmazôniaMeio AmbienteCheia no Amazonas coloca quatro municípios em emergência e oito em alerta

Cheia no Amazonas coloca quatro municípios em emergência e oito em alerta

Publicado em

Publicidade

Com o Rio Juruá liderando as subidas, Defesa Civil monitora 12 cidades em alerta ou emergência; ápice da enchente é esperado para junho.

A cheia no Amazonas coloca quatro municípios em situação de emergência e outros oito em estado de alerta, de acordo com o levantamento mais recente da Defesa Civil estadual divulgado na última quarta-feira (4). O monitoramento aponta que a calha do Rio Juruá é a mais afetada no momento, concentrando a maioria das cidades em estado crítico. O fenômeno, que faz parte do ciclo natural da região, deve continuar elevando o nível das águas gradativamente até junho, quando os rios atingem suas cotas máximas.

Municípios afetados e monitoramento da Defesa Civil

Até o momento, os dados oficiais detalham a situação de vulnerabilidade em diferentes regiões do estado. Entre as cidades que já decretaram emergência, destacam-se:

Emergência: Guajará, Ipixuna, Envira e Itamarati (região do Juruá).

Alerta: Canutama, Lábrea, Tapauá, Pauini, entre outros que compõem a calha do Purus e Juruá.

Além destes, 18 municípios estão sob aviso de atenção e 32 permanecem em normalidade, incluindo Manaus. Na capital, o Rio Negro registrou a marca de 24,58 metros, um índice 30 centímetros superior ao medido no mesmo período do ano passado.

Impactos na agricultura e antecipação da safra

A cheia no Amazonas tem transformado a rotina dos produtores rurais, especialmente nas áreas de várzea. Em Manacapuru, embora o Rio Solimões esteja dentro da normalidade para o período (15,76 metros), a subida das águas forçou a antecipação da colheita.

Os agricultores locais agora correm contra o tempo para garantir o escoamento da produção antes que a inundação das lavouras inviabilize o trabalho. O desafio logístico é a principal preocupação das famílias que dependem da terra e do ciclo dos rios.

Medidas de enfrentamento e ajuda humanitária

Para mitigar os danos sociais e econômicos, o Governo do Estado instituiu o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. O foco do grupo é a antecipação de ações estratégicas antes que o estado atinja o pico da enchente.

Segundo o governador Wilson Lima, a prioridade é o envio de ajuda humanitária, que inclui a distribuição de cestas básicas, kits de higiene, limpeza e insumos de saúde para prevenir doenças sazonais ligadas ao período de inundações.

Leia mais:
Cheia no Amazonas coloca Eirunepé em emergência e outros 11 municípios em alerta
MPF investiga Yanomami Foundation por atuação em terra indígena

ONU alerta que o mundo entrou em estado de falência hídrica

Siga nosso perfil no Instagram e curta nossa página no Facebook

Últimas Notícias

BMW e UNICEF lançam nova fase da iniciativa STEAM em Manaus para fortalecer o protagonismo de meninas e jovens

O Fundo das Nações Unidas para a Infância e a fabricante de automóveis alemã...

Estudo associa vacina da Covid-19 à proteção contra danos ao coração

Uma nova pesquisa científica internacional trouxe dados robustos sobre os impactos positivos da imunização...

Manaus está entre as cidades mais ameaçadas do mundo por calor extremo, aponta estudo de Oxford

Estudo global aponta que desigualdade social, escassez de áreas verdes e alto custo da...

Tecumseh investe R$ 130 milhões em nova fábrica e centro de pesquisa em Manaus

A Tecumseh oficializou o detalhamento de seu plano de expansão estratégica no Brasil, que...

Mais como este

BMW e UNICEF lançam nova fase da iniciativa STEAM em Manaus para fortalecer o protagonismo de meninas e jovens

O Fundo das Nações Unidas para a Infância e a fabricante de automóveis alemã...

Estudo associa vacina da Covid-19 à proteção contra danos ao coração

Uma nova pesquisa científica internacional trouxe dados robustos sobre os impactos positivos da imunização...

Manaus está entre as cidades mais ameaçadas do mundo por calor extremo, aponta estudo de Oxford

Estudo global aponta que desigualdade social, escassez de áreas verdes e alto custo da...