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CPI da Toga para investigar Moraes e Toffoli seria ilegal, diz Flávio Bolsonaro

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O senador e atual pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou-se de forma contundente nesta quarta-feira (11 de março de 2026) a respeito da criação de uma comissão parlamentar para investigar membros da suprema corte. Em entrevista concedida ao canal SBT News, o parlamentar afirmou que a CPI da Toga é ilegal, argumentando que o escopo do requerimento fere princípios jurídicos ao tentar apurar condutas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em processos específicos.

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O centro da controvérsia envolve os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, cujas atuações em casos ligados ao Banco Master passaram a ser questionadas no Congresso. A movimentação para a abertura do inquérito parlamentar ganhou fôlego após o compartilhamento de mensagens obtidas pela CPMI do INSS, que sugeririam irregularidades ou proximidades indevidas em processos envolvendo o fundador da instituição financeira, Daniel Vorcaro.

Divergências sobre a finalidade da CPI da Toga

Embora seu nome conste na lista de assinaturas para a abertura do colegiado, Flávio Bolsonaro dirigiu críticas severas ao autor da proposta, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo o congressista fluminense, a iniciativa possui vícios de origem que impediriam sua instalação definitiva. Ele sustenta que o regimento e a Constituição não permitem a criação de uma comissão parlamentar para investigar crimes comuns de indivíduos isolados, classificando a tentativa como uma estratégia de promoção pessoal.

O senador do PL afirmou que assinou o documento apenas para evitar narrativas políticas adversas. De acordo com o parlamentar, houve uma pressa na coleta de assinaturas por parte de Vieira com o intuito de sugerir que aqueles que não apoiassem a medida teriam algo a esconder. Flávio assegurou que sua adesão foi uma resposta estratégica a esse movimento, reforçando que não possui qualquer irregularidade que o desabone.

Convocação de aliados e impactos eleitorais

Outro ponto de atrito destacado por Flávio Bolsonaro diz respeito ao direcionamento das investigações e convocações em outras frentes parlamentares, como a CPI do Crime Organizado. O senador acusou o colega sergipano de focar em nomes ligados à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro com objetivos puramente eleitorais, visando o pleito de outubro deste ano.

Na visão do parlamentar, a banalização de requerimentos de convocação para figuras como o ex-ministro Paulo Guedes e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, contribui para o desgaste da credibilidade das instituições de inquérito no Poder Legislativo. Ele argumenta que o uso desses instrumentos para obter “holofotes” prejudica a função fiscalizadora do Senado Federal.

Aditamentos e novos nomes no radar parlamentar

Apesar de apontar a ilegalidade da estrutura atual da investigação, Flávio Bolsonaro protocolou um aditamento ao requerimento. O objetivo, segundo o senador, é equilibrar o foco das oitivas. Ele defende que nomes do atual governo e figuras próximas ao setor financeiro também sejam ouvidos pelo colegiado, caso este venha a prosperar.

Entre os nomes sugeridos pelo senador para prestarem depoimento estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Além das autoridades governamentais, o congressista solicitou a convocação do empresário Augusto Lima, que atuou como sócio de Daniel Vorcaro. Para Flávio, a inclusão desses atores é necessária para que qualquer investigação sobre o sistema financeiro e suas relações institucionais seja conduzida com isenção e abrangência.

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