Municípios nas calhas dos rios Solimões, Purus e Juruá já sofrem com inundações; Defesa Civil estadual e Governo Federal divergem no número de reconhecimentos oficiais.
O avanço das águas no interior do estado coloca as autoridades e produtores rurais em alerta máximo. Segundo o boletim mais recente da Defesa Civil do Amazonas, subiu para sete o número de municípios em situação de emergência devido ao risco de inundação. O fenômeno, que faz parte do ciclo natural dos rios amazônicos, já causa impactos diretos em áreas urbanas e rurais, forçando produtores a antecipar colheitas para evitar perdas totais.
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Atualmente, as cidades afetadas estão distribuídas em três calhas principais:
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Alto Solimões: Atalaia do Norte e Benjamin Constant.
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Rio Purus: Boca do Acre e Canutama.
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Rio Juruá: Carauari, Eirunepé e Itamarati.
Impactos e monitoramento dos rios no Amazonas
A classificação de situação de emergência é aplicada quando o município já registra consequências severas, como alagamentos, dificuldades de acesso a comunidades isoladas e danos à infraestrutura local. Além das sete cidades em estado crítico, a Defesa Civil monitora outras 12 em situação de alerta e 15 em atenção.
Confira os níveis registrados em 17 de março de 2026:
| Município | Rio | Nível Registrado |
| Carauari | Juruá | 28,24 metros |
| Canutama | Purus | 24,27 metros |
| Benjamin Constant | Solimões | 21,34 metros |
| Itamarati | Juruá | 20,67 metros |
| Eirunepé | Juruá | 16,18 metros |
| Boca do Acre | Purus | 14,86 metros |
| Atalaia do Norte | Solimões | 13,61 metros |
Enquanto o interior enfrenta subidas rápidas, a capital Manaus permanece em normalidade. O Rio Negro atingiu hoje a marca de 24,86 metros, um nível 40 centímetros abaixo do registrado na mesma data em 2025. A expectativa do Serviço Geológico do Brasil é que o processo de cheia continue até junho.
Auxílio federal e saque do FGTS por calamidade
Embora o estado reconheça sete cidades em crise, o Governo Federal homologou, até o momento, a situação de emergência em apenas três: Boca do Acre, Eirunepé e Itamarati. Este reconhecimento oficial é fundamental para que as prefeituras acessem recursos federais destinados à compra de cestas básicas, água potável e kits de higiene.
Para os moradores dessas três localidades, foi liberado o saque do FGTS por calamidade. Trabalhadores com saldo em conta podem retirar até R$ 6.220. O pedido deve ser feito pelo aplicativo oficial do FGTS até o dia 11 de junho de 2026, mediante envio de documentação comprobatória e foto de identificação.
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