O Governo do Amazonas, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), viabilizou uma iniciativa inovadora voltada para a educação alimentar no município de Humaitá. Localizada a 595 quilômetros de Manaus, a Escola Estadual Governador Plínio Ramos Coelho tornou-se o centro de um estudo científico que investiga a composição química de itens processados e os benefícios de uma dieta equilibrada para jovens do Ensino Médio.
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Intitulado “Desvendando a química dos alimentos processados e ultraprocessados”, o trabalho foi desenvolvido dentro do Programa Ciência na Escola (PCE). Sob a coordenação da professora Ana Thais Gomes de Oliveira, a pesquisa buscou não apenas ensinar conceitos teóricos de química, mas promover escolhas conscientes que auxiliam na prevenção de doenças crônicas.
Ciência aplicada ao cotidiano escolar
As atividades do projeto integraram aulas teóricas e análises experimentais, conectando o currículo acadêmico à realidade das prateleiras dos supermercados. Os alunos examinaram aditivos e conservantes, compreendendo como o processamento industrial altera a qualidade nutricional dos produtos consumidos diariamente.
Como fruto desse aprendizado prático, o grupo elaborou um e-book com receitas saudáveis e estabeleceu um perfil digital para a disseminação de informações educativas. Essa estratégia de comunicação permitiu que o conhecimento transcendesse os muros da instituição, alcançando cerca de mil pessoas entre familiares e moradores da comunidade local.
O papel da educação alimentar na formação estudantil
Para a coordenadora Ana Thais, especialista em Metodologia do Ensino de Biologia e Química, o suporte financeiro e institucional foi determinante para o sucesso da proposta. Ela ressalta que o fomento da Fapeam permitiu que os estudantes deixassem a posição de ouvintes para se tornarem multiplicadores de boas práticas de saúde e qualidade de vida.

Além do foco nutricional, a iniciativa abordou a vertente ambiental. Ao discutir o consumo de ultraprocessados, os participantes refletiram sobre o aumento do descarte de embalagens plásticas e os impactos da poluição em Humaitá, incentivando o desenvolvimento de uma consciência sustentável coletiva.
Expansão do Programa Ciência na Escola
O PCE continua a ser um pilar fundamental para a inovação tecnológica e científica no Amazonas. O programa atende desde o Ensino Fundamental até o Médio, incluindo modalidades como a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a educação escolar indígena. Em sua edição de 2025, o edital contemplou diversas cidades, reafirmando o compromisso do estado com a produção de conhecimento científico desde a educação básica.
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