InícioDestaqueEUA anunciam bloqueio militar total no Estreito de Ormuz e petróleo dispara...

EUA anunciam bloqueio militar total no Estreito de Ormuz e petróleo dispara acima de US$ 100

Publicado em

Publicidade

Tensão no Oriente Médio eleva preço do petróleo e aumenta incerteza global

Os Estados Unidos anunciaram que iniciarão um bloqueio naval direcionado a portos iranianos no Estreito de Ormuz a partir das 11h desta segunda-feira (13/4), no horário de Brasília. A medida, divulgada pelas Forças Armadas americanas, ocorre após o fracasso das negociações de paz entre Washington e Teerã no fim de semana e já provoca fortes reações nos mercados internacionais.

📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.

Com o aumento das tensões, o preço do petróleo tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, registrando alta superior a 7% no dia. O movimento reflete o temor de interrupções no fornecimento global de energia, já que o Estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural.

Declarações de Trump e reação do Irã ampliam crise

Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter ordenado à Marinha que intercepte embarcações que tenham pago pedágios ao Irã para transitar pela região. Segundo ele, “ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura no alto-mar”, acrescentando que qualquer ataque contra forças americanas ou embarcações civis será respondido com força.

Posteriormente, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) esclareceu que o bloqueio será restrito a navios que tenham como origem ou destino portos iranianos. Embarcações que transitam pelo estreito com destino a outros países não serão alvo da operação.

Do lado iraniano, as Forças Navais da Guarda Revolucionária afirmaram que qualquer presença militar estrangeira na área será considerada uma violação do cessar-fogo e poderá ser “tratada severamente”. Em comunicado, o Irã reforçou que o estreito permanece aberto para a navegação civil, desde que respeitadas as regras estabelecidas por Teerã.

Impacto prático do bloqueio ainda é limitado, dizem especialistas

Apesar da escalada retórica, especialistas avaliam que o impacto imediato da medida pode ser reduzido. O analista de transporte marítimo Lars Jensen afirma que o número de embarcações atualmente em circulação na região é baixo, o que limita os efeitos práticos do bloqueio.

Antes do conflito, cerca de 130 navios atravessavam diariamente o Estreito de Ormuz. Hoje, esse número caiu drasticamente para cerca de cinco a dez embarcações por dia, uma redução de até 95%. Além disso, empresas que eventualmente pagariam pedágios ao Irã já estariam sujeitas a sanções internacionais.

Negociações fracassam e impasse nuclear persiste

O anúncio do bloqueio ocorre após uma rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã, mediada no Paquistão, terminar sem acordo. Segundo Donald Trump, a maior parte dos pontos foi acertada, mas a questão nuclear continua sendo o principal obstáculo.

De acordo com o presidente americano, o Irã não demonstrou disposição em abrir mão de seu programa nuclear. Ainda assim, ele afirmou acreditar que Teerã voltará à mesa de negociações.

Por outro lado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que os Estados Unidos não conseguiram conquistar a confiança do país. Ele afirmou que o Irã participou das negociações com “boa-fé”, mas mantém desconfiança diante de experiências passadas e não cederá a pressões.

Estreito de Ormuz é vital para economia global

O Estreito de Ormuz ocupa posição central no atual cenário de crise. A via marítima conecta produtores de energia do Oriente Médio a mercados da Ásia, Europa e América do Norte. Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo passava pela região.

Além do petróleo, a rota também é fundamental para o transporte de gás natural liquefeito e fertilizantes utilizados globalmente, inclusive no Brasil. Países como China, Índia, Japão e Coreia do Sul estão entre os principais destinos das cargas que passam pelo estreito.

No sentido inverso, a região também depende da rota para a entrada de alimentos, medicamentos e outros insumos essenciais. Diante desse cenário, qualquer instabilidade no Estreito de Ormuz tem potencial para impactar diretamente cadeias de abastecimento e economias em todo o mundo.

Leia mais:
G7 sinaliza intervenção para garantir fluxo de energia no Estreito de Ormuz
O que é a “superbomba” lançada pelos EUA no Estreito de Ormuz
Trump diz que países devem enviar navios de guerra para manter Estreito de Ormuz aberto

Siga nosso perfil no InstagramTiktok e curta nossa página no Facebook

spot_img

Últimas Notícias

Eventos climáticos extremos avançam em região inesperada da Amazônia, aponta estudo

Centro-norte registra aumento acelerado de calor e estresse hídrico, com impactos sobre floresta, fauna...

Eduardo Bolsonaro orientou gestão de recursos do Dark Horse nos EUA, diz PF

Relatório aponta mensagens com instruções sobre valores enviados por Daniel Vorcaro a fundo no...

PF aponta R$ 500 mil mensais a ex-chefe do BC no caso Banco Master

Relatório enviado ao STF afirma que Belline Santana recebeu pagamentos recorrentes e outras vantagens...

STF divulga contrato de R$ 131 milhões entre mulher de Moraes e Banco Master

Documento previa 36 parcelas de R$ 3 milhões líquidos por serviços jurídicos, consultoria estratégica...

Mais como este

Operação Mulher Segura cumpre 25 mandados de prisão no Amazonas

Ação integrada percorreu todas as zonas da capital amazonense no "Dia D" de combate...

Prefeito Renato Junior lança Bolsa Universidade 2027 com quase 20 mil bolsas em Manaus

Programa municipal oferece bolsas de até 100% no ensino superior; inscrições começam na próxima...

Trump promete US$ 5 mil a adultos se republicanos vencerem eleições nos EUA

Proposta apresentada no Texas prevê repasse direto a adultos caso partido mantenha maioria nas...