Uma nova oportunidade para o ecossistema de inovação brasileiro foi anunciada durante a abertura da Feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro. O Sebrae e o Ministério da Saúde lançaram oficialmente o Edital Inova SUS, uma iniciativa que busca selecionar e premiar deeptechs que desenvolvam soluções tecnológicas voltadas para a oncologia. O programa oferece aportes financeiros que podem chegar a R$ 100 mil, além de um robusto processo de aceleração e capacitação técnica para as empresas selecionadas.
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.
O edital faz parte do Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde, também conhecido como Hackathon SUS. A proposta central é incentivar startups de base tecnológica a criarem dispositivos médicos e ferramentas digitais que possam ser aplicadas diretamente no atendimento público de saúde, elevando o patamar da ciência nacional voltada ao paciente oncológico.
Parceria estratégica para o fortalecimento do SUS
A viabilização deste projeto é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que une grandes instituições. Além do Sebrae e do Ministério da Saúde, participam o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Segundo o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, a união destas forças é essencial para que a inovação não fique restrita aos laboratórios, mas chegue efetivamente à ponta do sistema, beneficiando o cidadão. Quick destacou que, enquanto em outros países a inovação costuma ser impulsionada pelo setor de defesa, no Brasil é o sistema de saúde que assume esse protagonismo, com o Sebrae atuando como parceiro estratégico.
Desafios tecnológicos e processo de seleção
O Edital Inova SUS selecionará 15 startups, garantindo representatividade nacional ao escolher três empresas por região do país. Estas selecionadas passarão por um período de seis meses de aceleração intensiva. O foco está em dois desafios principais:
-
Diagnóstico e Monitoramento: Criação de dispositivos médicos voltados para a detecção precoce e acompanhamento clínico de pacientes com câncer.
-
Capacidade Cirúrgica: Desenvolvimento de instrumentais e dispositivos, ativos ou não ativos, que ampliem a eficiência das cirurgias oncológicas no país.
As startups que apresentarem os melhores resultados ao final do processo serão premiadas com recursos financeiros diretos do Ministério da Saúde. O primeiro lugar receberá R$ 100 mil, o segundo R$ 50 mil e o terceiro R$ 30 mil.
Sandbox Regulatório e impacto social das deeptechs
Um diferencial relevante deste edital é a estruturação de um Sandbox Regulatório. Esse ambiente permitirá que as deeptechs realizem experimentações controladas de suas inovações sob a supervisão da Anvisa, facilitando a validação técnica e acelerando a incorporação das tecnologias ao SUS. O objetivo é reduzir as barreiras burocráticas sem comprometer a segurança sanitária.
Com execução prevista até abril de 2027, o programa também visa qualificar as pequenas empresas em aspectos regulatórios e de sustentabilidade econômica. O foco em regiões e populações prioritárias reforça o caráter social da iniciativa, buscando democratizar o acesso a tratamentos de alta tecnologia no combate ao câncer em todo o território brasileiro.
Leia mais:
Butantan antecipa 1,3 milhão de doses da vacina contra dengue para o SUS
Tatiana Sampaio é a cientista por trás da descoberta que pode devolver movimentos a tetraplégicos
Cientistas criam vacina nasal “universal” contra Covid, gripe e pneumonia
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook

