Com vendas triplicadas e produção em Manaus, marca indiana projeta expansão e liderança no segmento de média cilindrada
A Royal Enfield reforçou o Brasil como eixo estratégico de crescimento global e avalia ampliar sua presença industrial no país. Em recente entrevista à Forbes Brasil, o CEO global da companhia, B. Govindarajan, confirmou que o país é, atualmente, a principal aposta da fabricante fora de seu mercado de origem, a Índia. O movimento marca a transição do Brasil de um território de testes para o centro da estratégia de expansão internacional da empresa.
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.
A relevância do território nacional foi chancelada por uma visita inédita do conselho administrativo global ao país. Segundo o executivo, o Brasil é o “próximo grande mercado” para a marca, uma afirmação sustentada por números expressivos de crescimento e pela consolidação da operação no Polo Industrial de Manaus (PIM).
Crescimento exponencial e metas superadas
O desempenho comercial da Royal Enfield no Brasil nos últimos anos superou as projeções mais otimistas da própria fabricante. Em um intervalo de apenas três anos, a companhia conseguiu triplicar seu volume de vendas. No ano de 2025, a marca atingiu a marca de 31.077 motocicletas comercializadas, superando significativamente a meta inicial, que era de 25 mil unidades em um período de dois a três anos.
Este sucesso reflete a aceitação do público brasileiro ao conceito de “premium acessível” proposto pela marca. De acordo com dados da Fenabrave, a fabricante detém uma presença dominante no segmento custom, tendo posicionado cinco de seus modelos entre os dez mais vendidos da categoria em 2025. O foco em modelos de média cilindrada tem se mostrado a chave para atrair motociclistas que buscam estilo clássico e robustez sem o custo elevado das marcas de luxo tradicionais.
Da montagem local à fábrica própria em Manaus
Atualmente, a operação da Royal Enfield em Manaus funciona por meio de parcerias estratégicas para a montagem de seus modelos, utilizando a infraestrutura da Dafra e do Grupo Multi. Entretanto, o amadurecimento do mercado e o volume de vendas alcançado sinalizam uma nova fase para a empresa no Amazonas.

O CEO B. Govindarajan anunciou que a intenção da companhia é avançar para a construção de uma unidade fabril própria no país. Esse movimento visa não apenas aumentar a capacidade produtiva, mas também conferir maior autonomia e agilidade à operação brasileira, reforçando o compromisso de longo prazo com o Polo Industrial de Manaus. A produção local é vista como o pilar fundamental para manter a competitividade de preços e a disponibilidade de estoque.
Expansão da rede e capilaridade nacional
Para sustentar o aumento na produção e nas vendas, a Royal Enfield também investe na capilaridade de sua rede de atendimento. A marca conta hoje com aproximadamente 60 concessionárias autorizadas, garantindo presença física em todas as cinco regiões do Brasil.
Essa expansão da rede comercial é essencial para o suporte de pós-venda, um fator determinante para a fidelização de clientes no setor de duas rodas. Com uma estratégia que une produtos com design icônico, fabricação local e uma rede em crescimento, a Royal Enfield se posiciona para disputar fatias ainda maiores de mercado, consolidando o Brasil como o seu principal polo de influência no cenário motociclístico global.
Leia mais:
Zona Franca de Manaus gera mais de 130 mil empregos diretos e impulsiona a economia nacional
Zona Franca de Manaus recebe novos investimentos e impulsiona economia
Zona Franca de Manaus quer liderar nova indústria nacional com foco sustentável
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook

