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Amazonas entra em alerta para alta de síndrome respiratória grave, diz Fiocruz

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O cenário da saúde pública no Brasil apresenta sinais de atenção com o avanço de infecções pulmonares severas. O estado do Amazonas e outras 17 unidades da federação registram uma tendência de crescimento no longo prazo para os casos de síndrome respiratória grave, conforme aponta o novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (21) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O panorama acende o sinal de alerta em quase todo o território nacional, motivando recomendações de especialistas para o reforço das medidas de prevenção.

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Desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, o relatório monitora os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que compreendem as ocorrências clínicas com necessidade de internação hospitalar. Os dados mais recentes, coletados entre os dias 10 e 16 de maio, revelam que a quase totalidade dos estados brasileiros opera atualmente em níveis de alerta, risco ou alto risco, com a única exceção de Rondônia.

O avanço da síndrome respiratória grave por faixa etária

A dinâmica epidemiológica atual mostra comportamentos distintos de acordo com a idade dos pacientes. O aumento geral nos índices de internação é impulsionado, de forma majoritária, pelas infecções decorrentes do vírus sincicial respiratório (VSR). Este agente biológico é o principal responsável por quadros de bronquiolite infantil em crianças pequenas, grupo que apresenta a maior taxa de incidência da enfermidade.

Por outro lado, quando observadas as demais faixas etárias, o cenário muda. O vírus Influenza, causador da gripe convencional, desponta como o principal fator para as hospitalizações de adultos e idosos. Os dados mostram que a mortalidade associada a essas complicações pulmonares se concentra de forma mais severa na população idosa, demandando cuidados específicos de monitoramento.

Vacinação contra os vírus causadores de SRAG

Especialistas reforçam que a imunização contínua continua sendo o mecanismo mais eficaz para frear a curva de crescimento das internações. Tatiana Portella, pesquisadora do InfoGripe, ressalta que a alta atividade conjunta do Influenza A e do VSR torna indispensável a busca pelas vacinas por parte do público elegível. A cientista adverte ainda que, mesmo com a circulação reduzida da Covid-19, os grupos de maior risco precisam manter as doses de reforço atualizadas, dado que o Sars-CoV-2 permanece como uma causa relevante de óbitos entre os idosos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza imunizantes específicos para cada perfil populacional nos postos de atendimento:

  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): Integrada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina é voltada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, visando a transferência de anticorpos protetores para os recém-nascidos.

  • Gripe (Influenza): Destinada gratuitamente a crianças de 6 meses a 5 anos, idosos acima de 60 anos, gestantes e profissionais da saúde e educação. Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo já estenderam a dose para toda a população acima de 6 meses.

  • Covid-19: O Ministério da Saúde preconiza o esquema vacinal inicial para crianças de até 5 anos, reforço semestral para idosos e imunocomprometidos, e doses anuais para as demais categorias prioritárias.

Panorama nacional e dados estatísticos de 2026

O monitoramento do InfoGripe indica especificidades regionais quanto ao comportamento da gripe. Os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins ainda enfrentam uma elevação contínua nas hospitalizações. Em contrapartida, nas outras regiões brasileiras, nota-se o início de uma redução ou estabilização do crescimento, embora Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, São Paulo e Sergipe mantenham patamares elevados de ocupação hospitalar.

No acumulado do ano de 2026, o Brasil já contabiliza 63.634 notificações de internações por complicações respiratórias. Nas análises laboratoriais positivas das últimas quatro semanas, o VSR lidera com 44,5% dos casos, seguido pelo Influenza A com 24,5%, o rinovírus com 24,4%, o Influenza B com 4,4% e o Sars-CoV-2 com 2,6%. Quanto aos óbitos registrados no período, o Influenza A responde por 51,8% das ocorrências, o rinovírus por 15,4%, o Sars-CoV-2 por 11,8%, o VSR por 11,4% e o Influenza B por 4%.

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