A busca por infraestrutura digital mais eficiente ganhou um novo impulso com o investimento em data centers modulares. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 10,18 milhões para que a empresa ALGcom desenvolva e produza, em escala industrial, uma nova geração desse tipo de estrutura em Caxias do Sul (RS). A expectativa é reduzir em até 50% o tempo necessário para implantar centros de processamento de dados, ampliando a capacidade tecnológica nacional.
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.
Projeto aposta em rapidez, eficiência e produção nacional
O financiamento será realizado por meio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), administrado pelo Ministério das Comunicações. Segundo o BNDES, o valor aprovado corresponde ao investimento total previsto para o projeto.
A proposta prevê o desenvolvimento de uma arquitetura modular capaz de acelerar a instalação de data centers de diferentes portes. Além da redução no prazo de implantação, a tecnologia busca diminuir a dependência de fornecedores estrangeiros e ampliar as possibilidades de instalação em diferentes regiões do país, incluindo localidades remotas ou de difícil acesso.
A iniciativa também pretende fortalecer a infraestrutura digital brasileira com soluções voltadas ao alto desempenho, à eficiência energética e à integração de sistemas inteligentes.
Data centers modulares terão monitoramento inteligente
O projeto inclui a criação de sistemas de climatização de precisão integrados, desenvolvidos para proporcionar maior controle térmico dos equipamentos. As operações serão acompanhadas em tempo real por uma plataforma baseada em internet das coisas (IoT), capaz de coletar dados continuamente e utilizar algoritmos de aprendizado de máquina para análise das informações.
Outra frente do desenvolvimento envolve a fabricação de PDUs, as unidades de distribuição de energia, que serão conectadas à mesma plataforma inteligente. A meta estabelecida é alcançar eficiência elétrica superior a 99,5%, permitindo correlacionar dados de consumo energético com informações da climatização para otimizar o funcionamento dos equipamentos e aumentar a eficiência operacional.
Desenvolvimento prevê pesquisa até 2028
O cronograma estabelece conclusão do projeto em 2028. Durante esse período, a ALGcom manterá uma equipe própria de pesquisa e desenvolvimento dedicada ao trabalho por 36 meses, contando ainda com apoio técnico de universidades e instituições científicas da região.
Segundo a empresa, a iniciativa possui potencial para gerar uma patente brasileira e deverá resultar na criação de aproximadamente 50 empregos diretos e outros 30 indiretos ao longo da execução.
Investimento busca fortalecer a inovação tecnológica
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, investimentos desse tipo contribuem para ampliar a competitividade do setor nacional de telecomunicações.
Em nota, Mercadante afirmou que iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico ajudam a fortalecer a soberania tecnológica brasileira, estimulam a inovação e ampliam a capacidade do país de produzir soluções estratégicas para a economia digital.
Com a crescente demanda por processamento de dados impulsionada por serviços em nuvem, inteligência artificial e aplicações conectadas, a adoção de data centers modulares pode representar uma alternativa para acelerar a expansão da infraestrutura digital brasileira com maior eficiência operacional e energética.
Leia mais:
Microsoft corta 4.800 empregos e Xbox concentra maior parte das demissões
Inteligência artificial amplia segurança em terminais de ônibus de Manaus
Prefeitura de Manaus promove Legacy Contest para estimular inovação entre estagiários
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook


