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Petroleiros cobram reestatização da Reman em ato no Amazonas

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Categoria pede que refinaria volte ao controle da Petrobras e resgata declarações de Lula sobre a revisão das privatizações.

A reestatização da Reman voltou ao centro do debate no Amazonas após petroleiros realizarem um ato público em Manaus para cobrar a reintegração da refinaria à Petrobras. Durante a mobilização nesta quinta-feira (23), os trabalhadores também pediram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpra as declarações feitas sobre a recuperação de unidades privatizadas.

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Com faixas de protesto, os participantes defenderam o retorno da antiga Refinaria Isaac Sabbá ao controle da estatal. Entre as mensagens exibidas estavam “O Amazonas quer a Reman de volta” e críticas aos preços dos combustíveis praticados após a transferência da unidade para a iniciativa privada.

O ato ocorreu um dia depois de Lula afirmar que o país precisa ampliar sua capacidade de produção e refino para reduzir a dependência da importação de combustíveis. A declaração foi feita durante um evento em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.

“Vamos precisar recuperar a refinaria que eles privatizaram, mas a gente não pode comprar pelo preço que eles querem. A Petrobras não pode dar dinheiro para pessoas se não tiver um preço justo”, declarou o presidente.

Lula também classificou a privatização das refinarias como um “erro histórico” e comparou o processo à venda da Companhia Vale do Rio Doce.

“Estão se arrependendo, como aconteceu com a Vale do Rio Doce”, afirmou durante o mesmo evento.

Reestatização da Reman é defendida por trabalhadores

Para os petroleiros, as declarações do presidente reforçam a possibilidade de revisão da venda da refinaria localizada em Manaus. A categoria cobra uma negociação que permita o retorno da unidade ao sistema Petrobras.

Os trabalhadores também relacionam a privatização aos reajustes dos derivados de petróleo comercializados no Amazonas e em outros estados da Região Norte. Segundo o sindicato, a mudança de controle afetou os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha vendidos à população.

A mobilização ocorreu após anúncios de novos reajustes e retomou uma reivindicação apresentada pelo movimento sindical desde a conclusão da venda. A categoria sustenta que a refinaria possui importância estratégica para o abastecimento regional e para a política energética do país.

Venda da refinaria foi concluída no fim de 2022

A venda da Reman foi concluída no fim de 2022. A unidade e seus ativos logísticos foram transferidos para a Ream Participações, empresa pertencente aos sócios da Atem Distribuidora.

O preço de compra estabelecido para a operação foi de US$ 189,5 milhões. Com correções e ajustes relacionados ao capital de giro, à dívida líquida e aos investimentos realizados até o fechamento do negócio, o pagamento total informado pela Petrobras chegou a US$ 257,2 milhões.

Após a privatização, a unidade passou a ser chamada de Refinaria da Amazônia. Desde então, sindicatos e representantes dos trabalhadores mantêm críticas à transferência e defendem que a Petrobras recupere o controle do ativo.

Durante o ato em Manaus, os petroleiros reforçaram que a eventual recompra deve ser acompanhada por medidas voltadas à política de preços dos combustíveis. A cobrança apresentada ao governo federal é para que a revisão das privatizações também considere os impactos econômicos sobre os consumidores da Região Norte.

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