O período mais seco do ano já começa a impactar a qualidade do ar no Amazonas, com aumento da concentração de partículas finas em Manaus e em diversas cidades do interior, principalmente nas regiões mais suscetíveis às queimadas.
A qualidade do ar apresentou piora em Manaus e em pelo menos 11 municípios do interior do Amazonas com o avanço do verão amazônico. Os dados de monitoramento indicam níveis de poluição classificados como moderados, refletindo os primeiros efeitos da estiagem, período em que a fumaça das queimadas tende a se intensificar em diferentes áreas do estado.
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Além da capital, os indicadores apontaram alterações em Alvarães, Novo Airão, Manacapuru, Itacoatiara, Itapiranga, Novo Aripuanã, Apuí, Manicoré, Humaitá, Lábrea e Ipixuna. Municípios da Região Metropolitana de Manaus, como Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Careiro, também registraram impacto na qualidade do ar.
Os dados são acompanhados por plataformas de monitoramento ambiental, entre elas Selva e PurpleAir, que medem a concentração de partículas finas conhecidas como PM2,5. Esse tipo de poluente está associado, principalmente, à fumaça de queimadas e à queima de combustíveis. O aumento da concentração dessas partículas costuma acompanhar o avanço do período seco na Amazônia.
Qualidade do ar concentra maiores índices no sul do Amazonas
Entre os municípios monitorados pelo sistema Selva, Itapiranga registrou índice de 39, enquanto Novo Airão marcou 35,9. Alvarães apresentou 33,7; Manacapuru, 26,3; Novo Aripuanã, 26,1; e Itacoatiara, 25,7. Nas proximidades de Apuí, o indicador também chegou a 39.
A situação mais preocupante foi observada no sul do estado, região historicamente mais afetada pelas queimadas durante o verão amazônico. Apuí, Manicoré, Humaitá, Lábrea e Ipixuna aparecem entre os municípios com maior presença de poluentes, conforme o monitoramento ambiental.
O comportamento dos indicadores acompanha um padrão recorrente na Amazônia, onde a redução das chuvas e o aumento dos focos de queimadas elevam a concentração de material particulado no ar.
Partículas PM2,5 representam maior risco à saúde
As partículas PM2,5 possuem diâmetro inferior a 2,5 micrômetros e, por serem extremamente pequenas, conseguem alcançar as regiões mais profundas dos pulmões. A exposição prolongada a esse tipo de poluente pode aumentar os riscos à saúde, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Entre os principais efeitos associados estão crises de asma, bronquite, irritação das vias respiratórias e agravamento de problemas de saúde já existentes.
Com a intensificação do período seco e a tendência de aumento das queimadas nos próximos meses, o acompanhamento da qualidade do ar ganha ainda mais importância, especialmente nas áreas onde a concentração de fumaça costuma crescer durante o verão amazônico. Estudos e órgãos ambientais apontam que o monitoramento contínuo das partículas PM2,5 é fundamental para orientar ações de prevenção e reduzir os impactos da poluição atmosférica sobre a população
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