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Segurança hídrica em Manaus será tema de debate do Pacto Global da ONU

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Encontro reúne sociedade civil, academia e setor privado para discutir saneamento, acesso à água e adaptação às mudanças climáticas na Amazônia.

Cercada pelo maior reservatório de água doce do planeta, Manaus será palco de um debate sobre os desafios para ampliar o acesso ao saneamento e fortalecer a segurança hídrica na região amazônica. O encontro será promovido na terça-feira, dia 25, a partir das 8h, pelo Pacto Global da ONU, Rede Brasil, por meio do Movimento +Água.

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A programação será realizada na sede da Águas de Manaus e reunirá lideranças da sociedade civil, da academia e do setor privado. A proposta é discutir a universalização do saneamento, a resiliência hídrica e a adaptação às mudanças climáticas, ampliando também o alcance da agenda relacionada ao ODS 6, Água Potável e Saneamento.

Manaus, maior cidade da Amazônia, vive uma realidade marcada pela abundância de recursos hídricos e, ao mesmo tempo, por desafios estruturais para garantir o acesso universal ao saneamento. A bacia do Rio Negro, afluente mais caudaloso do mundo, concentra uma biodiversidade única e sustenta o modo de vida de povos indígenas, comunidades ribeirinhas e populações quilombolas.

A expansão urbana acelerada e a ocorrência de eventos climáticos extremos também impõem riscos crescentes à segurança hídrica local. O encontro pretende considerar essa diversidade de realidades, atores e saberes presentes na região amazônica.

Segurança hídrica em Manaus e o desafio do saneamento

O evento será organizado em três blocos temáticos. O primeiro abordará Amazônia, território e acesso à água e ao saneamento básico. Em seguida, o debate tratará do tema Água para as Pessoas, como a universalização transforma realidades. A programação será encerrada com a discussão sobre o Compromisso Empresarial com a Amazônia.

Para Mônica Gregori, diretora de Impacto e Comunicação do Pacto Global da ONU-Rede Brasil, o envolvimento do setor empresarial é necessário para alcançar os objetivos estabelecidos pelo Movimento +Água.

“O Movimento +Água almeja impactar 100 milhões de pessoas no Brasil, o que só será possível se o setor empresarial assumir esse compromisso como prioridade estratégica. Manaus é o símbolo vivo do desafio que o Brasil tem diante de si: uma cidade cercada pelo maior reservatório de água doce do planeta, mas que ainda não garantiu saneamento para toda a população. É exatamente por isso que estamos reunidos aqui, para buscar uma transformação real em prol do ODS 6 que, além do saneamento, tem como objetivo alcançar a resiliência hídrica. Reunir lideranças empresariais em Manaus, às vésperas da Conferência da Água da ONU de 2026, é um sinal claro de quanto essa agenda vem amadurecendo no Brasil.” comenta Mônica Gregori, diretora de Impacto e Comunicação do Pacto Global da ONU-Rede Brasil.

A iniciativa também busca incentivar empresas a aderirem ao Movimento +Água. A Águas de Manaus, concessionária do grupo Aegea e responsável pela operação dos sistemas de água e esgoto da capital amazonense, já integra essa agenda com ações relacionadas ao ODS 6.

Movimento +Água quer alcançar 100 milhões de pessoas

O diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Augusto Freitas, destacou a relação entre os desafios enfrentados pela capital e a necessidade de investimentos voltados à resiliência hídrica.

“A Águas de Manaus tem uma responsabilidade única, que é de operar o sistema de saneamento básico de uma cidade cercada pelo maior manancial de água doce do planeta, mas que enfrenta, ano após ano, os efeitos da estiagem e das mudanças climáticas sobre nossos rios. Investir em resiliência hídrica é fundamental para garantir água e saneamento à população de Manaus diante de cenários cada vez mais extremos. Participar deste debate é reafirmar nosso compromisso com a continuidade da universalização do abastecimento de água e com o futuro hídrico da região”, destaca o diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Augusto Freitas.

O Movimento +Água é um engajamento empresarial coletivo voltado às agendas de segurança hídrica e acesso ao saneamento básico no Brasil, em alinhamento com o ODS 6. A meta é impactar a vida de 100 milhões de pessoas por meio de ações coletivas, e a iniciativa já mobilizou empresas e organizações de diferentes regiões do país em preparação para a Conferência da Água da ONU de 2026.

Os encontros regionais do Movimento +Água continuarão em outras partes do país. O próximo está programado para 9 de setembro, no interior de São Paulo.

Criado em 2003, o Pacto Global da ONU, Rede Brasil, é hoje a segunda maior rede local do mundo, com mais de 2.000 mil participantes. Os mais de 60 projetos conduzidos no país abrangem temas como água, oceano, resíduos, agricultura, florestas, clima, direitos humanos e trabalho, anticorrupção, engajamento e comunicação.

A iniciativa global, lançada em 2000 como uma convocação para que empresas alinhem operações e estratégias a dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção, reúne mais de 20 mil participantes distribuídos em 70 redes que cobrem 100 países e conta ainda com cinco Hubs em diferentes regiões do mundo.

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