O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou, nesta quarta-feira (4), a Portaria nº 965, que estabelece a nova tabela de preços mínimos de produtos extrativos para a safra de 2027. A medida beneficia diretamente os produtores extrativistas e traz reajustes que chegam a 106,45%, como no caso da macaúba (fruto) nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, cujo quilograma subiu de R$ 0,62 para R$ 1,28.
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Segundo o texto oficial assinado pelo ministro André de Paula, os novos valores foram fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) por meio do Voto nº 76/2026, emitido em 22 de outubro. As alterações entram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027.
Principais reajustes por cultura e região
O segundo maior aumento estabelecido para a safra 2027 contemplou a castanha-do-brasil (em casca), com alta de 94,82%. O valor mínimo por quilo subiu de R$ 3,67 para R$ 7,15 nas regiões Norte e no estado de Mato Grosso.
Outros produtos de grande relevância regional também registraram valorizações expressivas:
- Pequi (fruto): alta de 66,67%, passando de R$ 0,69 para R$ 1,15 por quilo.
- Piaçava (fibra – Região Norte): elevação de 58,24%, ajustada de R$ 4,43 para R$ 7,01 por quilo.
- Borracha natural (cernambi): acréscimo de 39,32% nas regiões Norte (exceto Tocantins) e norte de Mato Grosso, evoluindo de R$ 7,96 para R$ 11,09 por quilo.
- Pinhão (fruto): subiu 33,69% na Região Sul (de R$ 4,63 para R$ 6,19) e 31,53% em Minas Gerais e São Paulo (de R$ 3,33 para R$ 4,38).
- Pirarucu de manejo (Amazonas): reajuste de 32,77%, subindo de R$ 10,74 para R$ 14,26 por quilo.
- Babaçu (amêndoa): crescimento de 30,71%, passando de R$ 7,00 para R$ 9,15 por quilo.
- Andiroba (amêndoa): aumento de 24,13%, variando de R$ 2,86 para R$ 3,55 por quilo.
A portaria fixou ainda reajustes para o murumuru (21,85%), macaúba nas regiões Nordeste e Norte (19,30%), juçara na Região Sul (12,41%), baru (9,52%), umbu (8,82%) e mangaba (6,80% no Nordeste e 5,15% no Centro-Oeste e Sudeste).
Itens mantidos sem alteração na tabela
Nem todos os itens extrativistas sofreram reajuste. A Portaria do Mapa manteve inalterados os preços mínimos dos seguintes produtos:
- Açaí: O valor por quilo continua fixado em R$ 2,28.
- Buriti: Permanece cotado em R$ 3,79 o quilo.
- Cacau (em amêndoa): Para os estados do Acre, Amazonas, Amapá e Pará, o valor mínimo permanece em R$ 11,56 por quilo.
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