O mercado de tratamento para a obesidade no Brasil passará por uma mudança significativa a partir deste mês. A farmacêutica EMS anunciou o lançamento da primeira versão nacional do medicamento voltado para o controle do peso e diabetes. A semaglutida brasileira começará a ser vendida nas farmácias de todo o país a partir do dia 15 de junho, com valores que prometem ampliar o acesso dos pacientes ao tratamento, historicamente marcado por custos elevados.
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O anúncio oficial ocorreu durante um evento restrito direcionado a médicos e profissionais do setor farmacêutico. A iniciativa representa o primeiro desdobramento prático após a expiração da patente da Novo Nordisk, fabricante dos medicamentos de referência Ozempic e Wegovy. Com a nova concorrência, a expectativa é de uma redução geral nos preços praticados no país.
O impacto da semaglutida brasileira no acesso à saúde
Até o momento, o custo mensal para quem necessita desse tipo de terapia farmacológica pode alcançar a marca de R$ 1 mil. Esse fator financeiro limitante foi, inclusive, o principal argumento utilizado para rejeitar a inclusão do composto no Sistema Único de Saúde (SUS) em discussões anteriores.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia autorizado a EMS a adotar o teto de preço máximo idêntico ao dos medicamentos de referência, que gira em torno de R$ 800. Contudo, a estratégia comercial da fabricante nacional priorizou a competitividade, aplicando um desconto imediato de pelo menos 30% em relação aos concorrentes importados.
O movimento de mercado também gerou reações na própria Novo Nordisk, que reduziu seus valores para manter a competitividade diante da iminente chegada das versões genéricas e similares brasileiras. Atualmente, a Anvisa analisa pelo menos outros 17 pedidos de registro para medicamentos baseados na mesma substância ativa.
Estrutura de preços e planos de tratamento da EMS
Para o lançamento, a empresa estruturou um plano comercial focado na adesão contínua ao tratamento. A caneta avulsa terá o preço inicial de R$ 452, mas as condições integradas reduzem o custo médio mensal de forma expressiva para o consumidor.
Valores para os ciclos iniciais e avançados
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Primeiro trimestre: O pacote contendo as doses necessárias para os primeiros 90 dias de tratamento será comercializado por R$ 863,23. Essa configuração reduz o gasto médio mensal do paciente para R$ 287 durante a fase inicial.
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Quarto mês em diante: A partir do quarto mês, o valor da caneta individual de manutenção passará a ser de R$ 498.
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Lote de manutenção: A farmacêutica projeta ainda a oferta de um combo com duas canetas de 1,0 mg pelo valor de R$ 896, embora essa apresentação específica ainda não possua uma data oficial de estreia nas prateleiras.
Nesta primeira etapa de abastecimento logístico, a EMS planeja disponibilizar mais de 500 mil unidades do produto, garantindo a distribuição capilarizada nas principais redes farmacêuticas do território nacional.
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