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SUS amplia tratamento para pacientes com ELA em estágio inicial

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Pacientes adultos diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em fase inicial passarão a contar com uma nova opção terapêutica na rede pública. A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde, que incorporou a edaravona ao Sistema Único de Saúde (SUS), com prazo de até 180 dias para disponibilizar o medicamento aos usuários.

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O tratamento para ELA no SUS foi ampliado com a publicação da decisão no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (21). A nova terapia será destinada a pacientes adultos com a doença nos graus 1 e 2 e com duração igual ou inferior a dois anos.

A incorporação representa uma nova alternativa para uma doença neurológica progressiva que ainda não possui cura e compromete, ao longo do tempo, os movimentos do corpo.

Tratamento para ELA no SUS será disponibilizado em até 180 dias

Segundo a portaria publicada pelo Ministério da Saúde, as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para concluir as etapas necessárias e ofertar a edaravona na rede pública de saúde.

O medicamento será indicado para adultos diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica em estágio inicial, conforme os critérios definidos pelo SUS. A incorporação amplia as opções terapêuticas disponíveis para pacientes que convivem com a doença e necessitam de acompanhamento especializado.

A ELA é uma enfermidade neurodegenerativa que afeta os neurônios motores responsáveis pelos movimentos voluntários do corpo. À medida que a doença avança, ocorre perda gradual do controle muscular, comprometendo funções como caminhar, falar, engolir e respirar.

O que é a esclerose lateral amiotrófica

A esclerose lateral amiotrófica integra o grupo das doenças do neurônio motor e provoca a degeneração progressiva das células nervosas responsáveis por transmitir comandos do cérebro aos músculos.

Esclerose Lateral Amiotrófica — Foto: Infografia: Gazeta da Amazônia

Apesar da perda progressiva da força muscular, a doença normalmente não compromete a inteligência, a sensibilidade, a visão, a audição, o olfato ou o paladar. A condição costuma surgir entre os 55 e os 75 anos de idade e mais de 90% dos casos ocorrem sem causa conhecida.

Na maioria dos pacientes, a origem da doença permanece indefinida, sendo classificada como esporádica. Em menos de 10% dos casos, a ELA é hereditária e pode atingir mais de um integrante da mesma família. Nessas situações, o aconselhamento genético é recomendado.

Sintomas, diagnóstico e atendimento pelo SUS

Os primeiros sinais da ELA costumam incluir fraqueza em braços ou pernas, dificuldade para segurar objetos, tropeços frequentes, cãibras musculares, contrações involuntárias, alterações na fala e dificuldade para engolir.

Com a progressão da doença, a fraqueza muscular se intensifica e pode provocar atrofia, rigidez, comprometimento da fala, dificuldades respiratórias e aumento do risco de engasgos. A doença não provoca perda de sensibilidade na pele.

O diagnóstico é clínico e realizado por um neurologista, que avalia os sintomas, o histórico do paciente e o exame físico. Como não existe um exame laboratorial específico para identificar a doença, a confirmação costuma exigir investigação detalhada e exclusão de outras enfermidades com sintomas semelhantes. Em média, o diagnóstico pode levar cerca de 11 meses.

Entre os exames utilizados para auxiliar na confirmação estão a eletroneuromiografia (ENMG), considerada fundamental para identificar o padrão de lesão característico da doença, além da ressonância magnética do crânio e da coluna e exames de sangue para descartar outras condições.

O atendimento pelo SUS começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), responsáveis pelo encaminhamento para serviços especializados. Os pacientes podem ser acompanhados em hospitais públicos com neurologia, Serviços de Referência em Doenças Raras e Centros Especializados em Reabilitação (CER). Nos casos mais avançados, o tratamento também pode ser realizado por meio do Serviço de Atenção Domiciliar.

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