O Governo do Amazonas anunciou investimentos para expandir as estruturas de atendimento a emergências no sul do estado. Durante o encerramento da EcoAmazônia, foi assinada a autorização para construir duas novas bases operacionais do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) nos municípios de Apuí e Boca do Acre. A iniciativa prevê ainda a contratação de 153 brigadistas temporários, com o objetivo de intensificar as ações contra os incêndios florestais na região durante o período de estiagem.
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Com a implantação das novas unidades, o Corpo de Bombeiros amplia sua presença permanente para 24 municípios do interior do Amazonas. Os novos postos avançados atuarão em pontos estratégicos localizados no arco do desmatamento e em áreas historicamente afetadas pela seca extrema.
Investimentos estruturais e expansão da corporação no interior
O planejamento das obras das novas bases operacionais ocorrerá por meio do Programa Floresta em Pé. O projeto é coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) sob um acordo de cooperação financeira internacional entre o Brasil e a Alemanha, mediado pelo banco de desenvolvimento KfW. A execução dos contratos e o gerenciamento dos editais de engenharia civil ficam sob a responsabilidade da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
O Termo de Referência para a escolha da empresa responsável pela construção civil já foi assinado pelas autoridades estaduais. Após a publicação oficial do documento no portal da FAS, as prestadoras de serviço interessadas terão o prazo de 30 dias para enviar as propostas orçamentárias. A estimativa do governo é que as obras civis sejam concluídas em até 10 meses após a assinatura dos contratos de execução.
A interiorização do policiamento ambiental e das forças de salvamento visa também elevar os índices de segurança pública e de resposta a desastres civis nos municípios mais distantes da capital. A presença fixa da instituição militar garante suporte imediato e reduz o tempo de deslocamento das equipes de resgate na calha dos rios Purus e Madeira.
Contratação de brigadistas e aportes financeiros contra incêndios florestais
Para reforçar as equipes de campo na temporada de seca, o estado confirmou o aporte de R$ 4,7 milhões destinados à contratação temporária de 153 brigadistas florestais. O montante financeiro também provém do fundo internacional gerido pelo Programa Floresta em Pé. Os profissionais selecionados passarão por treinamento específico e atuarão em cooperação direta com os militares do CBMAM e com as estruturas municipais de Defesa Civil.
A distribuição desse efetivo complementar priorizará as cidades do sul do Amazonas, calha geográfica que registra os maiores índices de focos de calor e queimadas nos meses de verão amazônico. O suporte dos brigadistas civis é considerado fundamental para o monitoramento preventivo e o controle célere de focos de incêndio antes que tomem grandes proporções na floresta densa.
Crescimento do efetivo militar e dos postos do CBMAM entre 2019 e 2026
O fortalecimento das ações de proteção civil acompanha um processo gradual de modernização da infraestrutura da segurança pública do Amazonas. Dados estatísticos indicam que o número de municípios cobertos por bases fixas de combate a incêndios e salvamento saltou de 11 para 24 entre maio de 2025 e maio de 2026. A expansão foi viabilizada pela ativação dos Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIPs).
Em relação aos recursos humanos, o contingente de militares na ativa apresentou um crescimento expressivo ao longo dos últimos anos. No período compreendido entre 2019 e 2025, o número de servidores saltou de 692 para 1.537 bombeiros na ativa, o que representa uma evolução percentual de 123% no quadro de funcionários. O incremento de pessoal decorre principalmente do preenchimento das vagas remanescentes do concurso público estadual realizado em 2021, que encerrou um hiato de 11 anos sem seleções públicas para a instituição.
Os anúncios institucionais ocorreram durante o encerramento da EcoAmazônia, feira ambiental promovida no Centro de Convenções Vasco Vasques 2, na zona centro-oeste de Manaus. O evento reuniu mais de 70 expositores voltados ao mercado da bioeconomia, desenvolvimento sustentável e negócios verdes de matriz amazônica. Durante os três dias de programação, o espaço público ofereceu painéis de debate técnico, oficinas de capacitação comunitária e mostras científicas voltadas à preservação da floresta e fomento de fontes alternativas de renda regional.
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