A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) publicaram, nesta segunda-feira (08/06), o plano de contingência para Emergências em Saúde Pública Relacionadas a Eventos Climáticos Sazonais de Seca e Estiagem. A iniciativa surge como resposta direta ao aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos na região, buscando mitigar os efeitos da vazante dos rios sobre a saúde da população amazonense, especialmente os grupos em situação de maior vulnerabilidade.
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Segundo o secretário de Estado de Saúde, Luis Alberto Saraiva, o documento define diretrizes integradas de assistência, vigilância e monitoramento. O objetivo principal é estruturar o setor de saúde para antecipar cenários e oferecer respostas coordenadas e eficientes em parceria com os municípios, reduzindo os riscos associados à escassez hídrica que historicamente afeta o estado.
Riscos à saúde e ações integradas no plano de contingência
Os eventos de estiagem severa trazem consigo uma série de agravos à saúde pública que demandam atenção imediata. Entre os principais riscos identificados pelas autoridades de saúde estão o incremento de doenças diarreicas, a desidratação, a insegurança alimentar e problemas nutricionais. Além disso, a fumaça decorrente das queimadas neste período eleva a incidência de doenças respiratórias, somando-se aos impactos na saúde mental das populações diretamente afetadas pelo isolamento geográfico e perdas econômicas.
Para enfrentar esses desafios, o planejamento prevê uma atuação conjunta entre o Estado e as administrações municipais. Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS-RCP, ressaltou que o planejamento antecipado fortalece a capacidade de resposta do sistema público, permitindo uma intervenção mais rápida e coordenada para proteger os cidadãos à medida que a situação climática se agrava.
Os cinco estágios operacionais da resposta em saúde
O plano de contingência está estruturado em cinco níveis de atuação que orientam a tomada de decisões com base na gravidade do cenário:
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Normalidade
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Mobilização
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Alerta
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Situação de Emergência
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Crise
Essa divisão permite que as medidas adotadas sejam proporcionais à evolução dos riscos hidrológicos e meteorológicos. Dentre as principais ações práticas estabelecidas pelo documento estão o monitoramento constante do clima, a vigilância ativa de enfermidades associadas à falta de água, o reforço nas ações de controle da qualidade da água para consumo humano e o suporte técnico para que os municípios elaborem suas próprias diretrizes locais. O trabalho também prevê uma articulação estreita com a Defesa Civil e outras instituições parceiras.
O documento completo foi disponibilizado para consulta pública e pode ser acessado na íntegra por meio do site oficial da fundação, no endereço www.fvs.am.gov.br.
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