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Operação no Amazonas causa prejuízo de R$ 17,5 milhões ao garimpo ilegal, informa ICMbio

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Garimpo ilegal. Uma operação integrada no Amazonas resultou em um prejuízo estimado em R$ 17,5 milhões às atividades de mineração clandestina, segundo informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). As ações ocorreram entre os dias 16 e 24 de novembro de 2025 e contaram com apoio da Polícia Federal, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Exército Brasileiro e articulação com o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia.

Destruição de dragas e apreensões em áreas protegidas

No total, 13 dragas utilizadas para extração ilegal de ouro foram inutilizadas, além de embarcações, motores, combustíveis e equipamentos de comunicação apreendidos ou destruídos. O prejuízo, estimado em aproximadamente R$ 17,5 milhões, impacta diretamente organizações criminosas que atuam em rios da região de Japurá e Jutaí.

As ações ocorreram em um extenso mosaico de áreas protegidas, que inclui duas Terras Indígenas (Vale do Javari e Rio Biá), uma Unidade de Conservação estadual (RDS Cujubim) e três Unidades de Conservação federais (Esec Juami-Japurá, Esec Jutaí-Solimões e Resex do Rio Jutaí), áreas sob responsabilidade do Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Tefé.

Danos ambientais e riscos à saúde de comunidades tradicionais

O ICMbio destacou que o garimpo ilegal provoca severos danos ambientais nas margens e leitos dos rios amazônicos. A atividade gera desmatamento, degradação do solo, aumento da sedimentação e despejo de rejeitos com mercúrio, substância altamente tóxica usada na separação do ouro, o que representa risco direto à fauna, à flora e à saúde humana.

Além do impacto ambiental, a operação também busca minimizar prejuízos sociais. A presença de garimpeiros ilegais interfere em áreas de uso tradicional, enfraquece organizações comunitárias e expõe povos indígenas e ribeirinhos a ameaças e contaminação.

Ação conjunta reforça combate ao crime ambiental na Amazônia

Segundo o Instituto, os resultados obtidos reforçam a importância da continuidade do trabalho de fiscalização. A integração entre as instituições é vista como essencial para o combate ao garimpo ilegal e para a preservação da biodiversidade, com participação ativa das comunidades locais na proteção dos recursos naturais.

Leia mais:
Operação Fronteira Dourada causa prejuízo de R$ 112 milhões ao garimpo ilegal na Amazônia
MPF recomenda ação permanente e bases fixas contra garimpo ilegal no Amazonas
PF destrói 16 dragas usadas em garimpo ilegal no AM

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