Os gastos dos parlamentares da Câmara Municipal de Manaus totalizaram R$ 3.565.177,24 nos primeiros três meses de 2026. O montante é referente à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), popularmente conhecida como Cotão, e engloba o período entre janeiro e março. Os dados foram obtidos por meio de um levantamento detalhado no Portal da Transparência do Legislativo municipal.
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A destinação dos recursos públicos divide-se entre serviços de assessoria técnica, locação de veículos, combustíveis, telefonia e divulgação de atos parlamentares. O balanço do trimestre revela uma disparidade significativa entre os investimentos solicitados pelos representantes da Casa, com variações que ultrapassam os R$ 60 mil entre o topo e a base da lista de despesas.
Os maiores gastos do Cotão na Câmara Municipal
No topo do ranking de despesas da Ceap, três parlamentares aproximaram-se do limite teto para o período analisado. O presidente da Casa, David Reis, lidera os custos operacionais com um total de R$ 99.223,98 aplicados em suas funções. Entre os principais investimentos do vereador, destacam-se R$ 49.620,00 aplicados na locação de veículos junto à empresa Vitech e R$ 47.725,00 investidos na divulgação de sua atividade parlamentar com a empresa A K Matos D Aguiar, além de valores menores direcionados para combustíveis e telefonia.
A segunda posição em consumo de recursos é ocupada pela vereadora Yomara Lins, que somou R$ 99.200,00 em notas fiscais apresentadas. A maior fatia de suas despesas foi destinada à assessoria técnica do escritório Lorenzoni e Alves Advogados, custando R$ 42 mil. A parlamentar também direcionou R$ 30 mil para a aquisição de combustíveis na distribuidora D.R.A. Derivados de Petróleo e R$ 27,2 mil em publicidade institucional, divididos entre as empresas A K Matos e WSA.
Completando a lista dos três maiores gastos, o vereador Diego Afonso registrou R$ 99.120,00 em notas no Portal da Transparência. O direcionamento de suas verbas assemelha-se ao dos demais líderes do ranking, com R$ 48 mil destinados à locação de veículos com a Alge da Amazônia e R$ 42 mil para assessoria jurídica com o escritório Lorenzoni e Alves, além de aportes para abastecimento no Auto Posto União.
Parlamentares com menor utilização da verba pública
Em contrapartida, os registros oficiais apontam que uma parcela dos vereadores optou por uma gestão mais contida de suas cotas parlamentares. O menor uso da verba foi assinalado pelo Coronel Rosses, cujas despesas totalizaram R$ 38,5 mil no acumulado dos três meses. O valor representa menos da metade do que foi utilizado pelos parlamentares no topo da lista.
Logo acima, o vereador Ivo Neto aparece com uma demanda de aproximadamente R$ 54 mil em reembolsos pela atividade legislativa no primeiro trimestre. O terceiro menor registro pertence a Rodrigo Guedes, que apresentou R$ 57.883,00 em despesas no período.
A transparência na destinação desses recursos permite que a sociedade acompanhe os custos de manutenção do poder legislativo local, evidenciando as prioridades de cada mandato no uso das ferramentas de apoio à atividade parlamentar.
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