Estado teve o maior crescimento absoluto do país, enquanto a Região Norte concentra quase metade dos indígenas aptos a votar nas eleições deste ano.
O eleitorado indígena no Amazonas chegou a 73.580 pessoas aptas a votar nas Eleições 2026, o maior contingente entre os estados brasileiros. Em apenas dois anos, o número praticamente dobrou, com acréscimo de 36.221 eleitores em relação às eleições municipais de 2024.
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Naquele ano, o cadastro eleitoral reunia 37.359 indígenas no estado. O avanço colocou o Amazonas na liderança nacional em crescimento absoluto, à frente de Pernambuco, que adicionou 19.431 eleitores, e de Roraima, com aumento de 11.530 registros.
Os números fazem parte das estatísticas eleitorais divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em todo o país, o eleitorado indígena passou de 155.661 pessoas em 2024 para 287.157 em 2026. O crescimento foi de 131.496 eleitores, equivalente a 84%.
Eleitorado indígena cresce na Região Norte
A Região Norte concentra 136.978 eleitores indígenas, cerca de 47% do total nacional. Em 2024, eram 74.506 pessoas cadastradas. O aumento de 62.472 registros representa uma alta de 83% e responde por quase metade do crescimento observado no país.
O Nordeste aparece em seguida, com 71.346 indígenas aptos a votar, diante de 35.440 registrados em 2024. No Centro-Oeste, o número passou de 25.404 para 40.804. O Sudeste avançou de 9.790 para 20.251, enquanto o Sul passou de 10.521 para 17.178 eleitores.
Além do Amazonas, os maiores aumentos absolutos foram registrados em Pernambuco, Roraima, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará. Esses estados acrescentaram, respectivamente, 19.431, 11.530, 7.134, 6.974 e 5.900 eleitores indígenas aos cadastros.
Tikúna e Kokama se destacam no Amazonas
Os dados de 2026 também apresentam a distribuição dos eleitores conforme a etnia autodeclarada. Os Tikúna formam o maior contingente do país, com 19.062 pessoas, seguidos pelos Makuxí, com 14.935, e pelos Kokama, com 12.551.
Na Região Norte, Tikúna e Kokama possuem forte concentração no Amazonas. Também aparecem entre os principais grupos da região os Makuxí e Wapixana, em Roraima, os Mundurukú, principalmente no Pará, além dos povos Baré, Múra e Sateré-Mawé.
Em outras regiões, destacam-se os Xucuru, em Pernambuco, os Tenetehara, no Maranhão, os Xavante, em Mato Grosso, e os Guarani Kaiowá e Terena, em Mato Grosso do Sul. No Sul, o maior contingente é formado pelos Kaingang, concentrados principalmente no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Cadastro quilombola também registra crescimento
O eleitorado quilombola passou de 95.409 pessoas em 2024 para 188.371 em 2026. O aumento foi de 92.962 registros, equivalente a 97%.
O Nordeste concentra o maior número de quilombolas aptos a votar. O total regional subiu de 51.633 para 95.901 pessoas, reunindo pouco mais da metade desse eleitorado no país. O Sudeste passou de 17.638 para 45.305, enquanto o Norte avançou de 17.895 para 32.853 eleitores.
Minas Gerais registrou o maior crescimento absoluto entre os estados. O eleitorado quilombola mineiro passou de 12.712 pessoas em 2024 para 31.487 em 2026, acréscimo de 18.775 registros.
As informações sobre etnia indígena, pertencimento a comunidades quilombolas ou tradicionais, identidade de gênero, raça, língua falada e atuação como intérprete de Libras são autodeclaradas. Esses dados começaram a ser coletados pela Justiça Eleitoral em 8 de novembro de 2022.
Por isso, o crescimento registrado entre 2024 e 2026 não representa apenas uma variação no número de pessoas aptas a votar. O avanço também está relacionado ao preenchimento gradual dos novos campos biográficos durante operações como emissão, transferência ou atualização do título eleitoral.
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