Demanda chegou a 2.015 megawatts na noite de quarta-feira e superou a marca registrada no dia 14 de setembro
Manaus e municípios da Região Metropolitana registraram um novo recorde histórico de consumo de energia na noite desta quarta-feira (23). Segundo a Âmbar Energia, a demanda chegou a 2.015 megawatts (MW) às 20h20, em um período marcado por temperaturas elevadas e episódios recorrentes de fumaça na capital amazonense.
O volume superou o recorde anterior de 1.997,01 MW, registrado em 14 de setembro. Desde agosto, este foi o quinto pico histórico de consumo registrado no sistema elétrico que atende Manaus e cidades da Região Metropolitana.
O aumento da demanda ocorre em meio a uma sequência de dias de calor intenso. Na terça-feira (22), Manaus registrou a maior temperatura de 2026 até então. Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros chegaram a 38,6°C às 15h.
Além das temperaturas elevadas, setembro também vem sendo marcado pela presença frequente de fumaça sobre a cidade. Desde o início do mês, Manaus amanheceu encoberta pela fumaça em pelo menos sete ocasiões.
Na quarta-feira, os indicadores de poluição chegaram a níveis classificados como “péssimos” pelo sistema de monitoramento da qualidade do ar.
Órgãos do Governo do Amazonas relacionam a concentração de fumaça às queimadas registradas no entorno de Manaus e em outras áreas da Amazônia. O calor intenso, a baixa umidade e as condições atmosféricas também contribuem para a permanência das partículas sobre a capital.
Calor aumenta uso de aparelhos de refrigeração
De acordo com a Âmbar Energia, as altas temperaturas levam ao aumento do uso de aparelhos de ar-condicionado e outros equipamentos de refrigeração, elevando diretamente a demanda pelo sistema elétrico.
A concessionária também aponta o crescimento populacional e a expansão do Polo Industrial de Manaus (PIM) entre os fatores que vêm impulsionando o consumo de energia na região.
Segundo a empresa, mais de R$ 300 milhões foram investidos nos últimos cinco meses em ações de manutenção e modernização da infraestrutura elétrica.
Os recursos foram destinados a serviços como modernização de subestações, substituição de transformadores e renovação de outros equipamentos da rede.
A Âmbar afirma que os investimentos buscam ampliar a capacidade e a segurança do sistema para enfrentar períodos de maior demanda, especialmente durante os meses de temperaturas mais altas.
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