InícioPoderPolíticaPesquisa Ipsos-Ipec aponta que 56% dos brasileiros não confiam em Lula

Pesquisa Ipsos-Ipec aponta que 56% dos brasileiros não confiam em Lula

Publicado em

Publicidade

Uma nova pesquisa divulgada pelo instituto Ipsos-Ipec nesta segunda-feira (22), aponta que 56% dos brasileiros declaram não confiar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em contrapartida, 41% dos entrevistados afirmaram que confiam no mandatário, mantendo o panorama observado nos levantamentos anteriores. O grupo dos que não souberam ou preferiram não responder soma 3%.

📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.

A desconfiança oscila conforme o perfil demográfico. Entre os homens, o índice atinge 58%, em comparação com 54% entre o público feminino. Nos recortes por escolaridade, a taxa é de 62% entre quem possui ensino médio e de 64% na parcela com ensino superior. Na divisão por faixa etária, a desconfiança registra seu maior patamar entre os jovens de 25 a 34 anos (63%).

A percepção negativa apresenta picos de 70% entre cidadãos com rendimento superior a cinco salários mínimos e também entre o segmento evangélico. Por outro lado, a confiança no presidente encontra suporte majoritário na população com renda de até um salário mínimo (53%) e entre os católicos (51%).

Em termos comparativos, na rodada de março deste ano, os números apontavam 56% de desconfiança contra 40% de confiança. O momento de maior distanciamento ocorreu em junho de 2025, quando 58% disseram não confiar no petista, frente a 37% que confiavam.

Divisão geográfica expõe contrastes no apoio ao governo

O comportamento dos entrevistados varia de forma acentuada dependendo da localidade e da região do país. Nas capitais brasileiras, a desconfiança em relação ao presidente é de 60%, contra 36% que manifestam confiança. Nas áreas periféricas, o índice é de 58% (não confiam) e 38% (confiam). Já no interior do país, 53% declaram não confiar, enquanto 44% confiam.

Abaixo, veja a distribuição detalhada dos índices por região geográfica:

  • Nordeste: 60% confiam | 37% não confiam
  • Sudeste: 34% confiam | 62% não confiam
  • Sul: 35% confiam | 62% não confiam
  • Norte e Centro-Oeste: 36% confiam | 62% não confiam

Gestão atual entrega resultados abaixo da expectativa para 42%

Os dados do Ipsos-Ipec também revelam que, para 42% dos brasileiros, o desempenho da administração federal está aquém do esperado. Para 23%, a gestão superou as expectativas iniciais.

O Nordeste figura como a única região do país onde predomina uma avaliação positiva em relação às expectativas: 36% consideram o terceiro mandato melhor que o esperado, 32% avaliam como igual e 30% afirmam ser pior. Nas capitais, por sua vez, a percepção de que o governo está pior do que se imaginava salta para 48%.

A análise por poder aquisitivo revela que o governo não consegue superar as expectativas em nenhuma faixa de renda familiar. A discrepância mais acentuada ocorre na faixa acima de cinco salários mínimos, onde 50% julgam o governo pior e 12% melhor. O cenário mais equilibrado é verificado entre os que recebem até um salário mínimo: 36% consideram pior e 34% avaliam como melhor. Entre o eleitorado católico, 37% classificam a gestão como pior que o esperado, 33% igual e 28% melhor.

No âmbito econômico, 41% dos entrevistados identificaram uma piora nos últimos seis meses, enquanto 30% enxergam estabilidade e 25% apontam melhora. Contudo, a projeção para o encerramento do ano mostra-se otimista: 36% acreditam em uma melhora até dezembro, 25% projetam estabilidade e 32% preveem um cenário pior.

Aprovação da administração oscila positivamente

A despeito dos indicadores de desconfiança, a aprovação da forma como o presidente administra o país registrou uma leve oscilação positiva, mantendo uma trajetória de alta. No momento atual, o governo é reprovado por 50% da população e aprovado por 44%.

Em março deste ano, os índices eram de 51% de reprovação e 43% de aprovação. Em dezembro de 2025, a desindexação registrava 52% de desaprovação ante 42% de aprovação.

Os maiores índices de reprovação concentram-se em pessoas com renda acima de cinco salários mínimos (64%), evangélicos (64%), indivíduos com ensino superior (56%), cidadãos de 25 a 34 anos (56%), moradores de capitais (55%) e homens (53%).

A avaliação regional do modelo de gestão apresenta os seguintes dados:

  • Nordeste: 60% aprovam | 35% não aprovam
  • Sul: 37% aprovam | 56% não aprovam
  • Sudeste: 38% aprovam | 55% não aprovam
  • Norte/Centro-Oeste: 40% aprovam | 57% não aprovam

Classificação geral da administração federal

Questionados sobre como classificam a gestão federal de forma geral, as respostas dos entrevistados dividiram-se da seguinte forma:

  • Ótima: 12%
  • Boa: 20%
  • Regular: 28%
  • Ruim: 10%
  • Péssima: 28%

Os dados atuais mostram uma evolução quando comparados aos períodos anteriores. Em março deste ano, a soma de “Ruim/Péssima” correspondia a 40%, “Regular” a 24% e “Ótima/Boa” atingia 33%. Há um ano, em junho de 2025, o cenário mostrava maior adversidade para o governo: 43% consideravam a gestão ruim ou péssima, 29% avaliavam como regular e 25% viam o governo como ótimo ou bom.

Leia mais:
Em conversa no G7, Lula afirma: “Nunca fui um esquerdista”
Lula responde a Trump, ‘Não se meta nas eleições do Brasil’
Lula e premiê japonesa discutem acordo entre Mercosul e Japão

Siga nosso perfil no InstagramTiktok e curta nossa página no Facebook

Últimas Notícias

Sistema ÆSOP antecipa surtos em até três semanas no Brasil

Cruzamento de dados do SUS e de vendas de medicamentos pode identificar o avanço...

Pesquisa aponta mudança no cenário eleitoral do Amazonas com avanço de Roberto Cidade

Levantamento mostra queda de adversários e entrada de novo nome competitivo na disputa pelo...

Prisão domiciliar de Bolsonaro termina nesta quinta e Moraes avaliará prorrogação

A prisão domiciliar de Bolsonaro deverá passar por uma nova análise do ministro Alexandre...

Nobel de Economia critica teorias ‘estúpidas’ sobre inteligência artificial

Daron Acemoglu afirma que grande parte do debate sobre a tecnologia é especulativa e...

Mais como este

Sistema ÆSOP antecipa surtos em até três semanas no Brasil

Cruzamento de dados do SUS e de vendas de medicamentos pode identificar o avanço...

Pesquisa aponta mudança no cenário eleitoral do Amazonas com avanço de Roberto Cidade

Levantamento mostra queda de adversários e entrada de novo nome competitivo na disputa pelo...

Prisão domiciliar de Bolsonaro termina nesta quinta e Moraes avaliará prorrogação

A prisão domiciliar de Bolsonaro deverá passar por uma nova análise do ministro Alexandre...