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Novo oficializa Romeu Zema como candidato à Presidência

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O partido Novo oficializa nesta segunda-feira (27) a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República. O lançamento ocorre em Brasília, em um centro comercial localizado a cerca de 3,5 quilômetros da Praça dos Três Poderes. A candidatura de Zema é formalizada em um cenário de campanha ainda marcado pela ausência de um candidato a vice definido, pela falta de apoio formal de grandes partidos e pela distância em relação aos principais líderes das pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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Romeu Zema será oficializado pelo Novo

A convenção partidária será realizada em formato híbrido e conduzida pelo presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro. O auditório do evento tem capacidade para 120 pessoas, enquanto outros dirigentes da legenda participarão remotamente.

As convenções partidárias têm como objetivo oficializar os candidatos que disputarão as eleições. Após a escolha, os nomes precisam ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os partidos também podem definir os candidatos a vice-presidente durante as convenções.

Na prática, no entanto, a legenda pode homologar apenas o candidato titular e deixar a escolha do vice para a Executiva Nacional. O prazo para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto.

Vice de Zema ainda não foi definido

Em entrevista concedida à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, na sexta-feira (24), Romeu Zema confirmou que o nome do vice-presidente não será anunciado durante a convenção do Novo.

Segundo o ex-governador, o partido ainda mantém conversas com outras legendas que não lançaram candidatos à Presidência. Uma das possibilidades discutidas é uma eventual aliança com o Podemos.

Entre os nomes citados para compor a chapa está o empresário mineiro Geraldo Rufino, filiado ao Podemos. A legenda, porém, tende a adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial, o que poderia levar o Novo a formar uma chapa própria.

Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro

Durante a pré-campanha, Romeu Zema afirmou que pretende manter sua candidatura à Presidência até o fim e descartou a possibilidade de ser candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

O nome do ex-governador chegou a ser considerado pela pré-campanha do senador do PL para ocupar a vaga de vice. No entanto, as relações entre os dois grupos foram afetadas após Zema criticar um áudio em que Flávio Bolsonaro cobrava do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, parcelas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”.

Em maio, Zema classificou o episódio como “imperdoável” e “um tapa na cara”. As declarações provocaram respostas públicas de Flávio Bolsonaro e de integrantes da família Bolsonaro.

As críticas também geraram reação de diretórios do Novo no Paraná e em Santa Catarina, estados onde o partido mantém alianças regionais com candidatos do PL. As direções estaduais consideraram a manifestação de Zema precipitada.

Em junho, a direção do Novo em Santa Catarina retirou um convite para que o ex-governador participasse de um evento da legenda e afirmou que poderia se posicionar contra sua indicação como candidato à Presidência.

Romeu Zema aparece com 3% nas intenções de voto

Romeu Zema também chega à convenção do Novo distante dos líderes nas pesquisas eleitorais.

Segundo levantamento Indexa divulgado em 21 de julho pelo Estadão/Broadcast, o ex-governador aparece com 3% das intenções de voto. Ele está tecnicamente empatado com o ativista Renan Santos, do partido Missão.

Na pesquisa, Lula aparece com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30%, e pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 6%.

Em um eventual segundo turno contra Lula, Zema registra 32% das intenções de voto, enquanto o presidente aparece com 46%, uma diferença de 14 pontos percentuais.

Zema costuma afirmar que não se preocupa com os números atuais. Como argumento, cita sua própria trajetória eleitoral em 2018, quando foi eleito governador de Minas Gerais e passou a ganhar competitividade apenas na reta final da campanha.

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