A 35ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome começa nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, consolidando-se como o maior mutirão de renegociação de dívidas já realizado no Brasil. Com a participação recorde de mais de 2,2 mil empresas, a iniciativa busca oferecer uma saída para os 81,3 milhões de brasileiros que iniciaram o ano de 2026 com o nome negativado. As ofertas, que podem chegar a 99% de desconto sobre o valor do débito, estarão disponíveis até o dia 1º de abril.
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O volume de adesão das empresas parceiras cresceu 32,6% em comparação à edição de novembro de 2025. Ao todo, os consumidores têm à disposição mais de 620 milhões de ofertas para quitar pendências com bancos, operadoras de telefonia, empresas de energia, água, gás e financeiras. Um dos grandes diferenciais desta edição é a baixa imediata da negativação para quem optar pelo pagamento via Pix, permitindo que o cidadão recupere seu crédito na hora e veja reflexos positivos no Serasa Score.
Parceria com Correios amplia o acesso ao mutirão
Para garantir que a oportunidade chegue a todos os brasileiros, o evento conta com o apoio logístico dos Correios. Mais de sete mil agências em todo o território nacional estão preparadas para oferecer atendimento presencial gratuito. Segundo Emmanoel Rondon, presidente da estatal, essa colaboração é vital para promover a inclusão social e levar orientação financeira a quem não tem facilidade de acesso aos canais digitais.
A presença física dos Correios humaniza o processo de negociação. Nas agências, os cidadãos podem consultar seus débitos e fechar acordos com o suporte de atendentes, garantindo que o processo seja transparente e seguro para quem precisa regularizar sua situação financeira.
Cenário da inadimplência no Brasil em 2026
Os dados mais recentes do Mapa da Inadimplência da Serasa revelam um quadro desafiador para a economia doméstica. O país encerrou o mês de janeiro com um aumento de mais de 71 mil novos inadimplentes em relação ao mês anterior, totalizando 327 milhões de débitos ativos. O montante total das dívidas no Brasil já soma R$ 524 bilhões.
Aline Maciel, diretora da Serasa, aponta que os bancos e cartões de crédito lideram o ranking de dívidas, representando 26,3% do total. Em seguida, aparecem as contas básicas (22%) e as empresas financeiras (19,8%). De acordo com a executiva, o feirão deve ser encarado como o primeiro passo para uma jornada de educação financeira, permitindo que as famílias aliviem o orçamento e voltem a planejar o futuro com maior clareza.
Planejamento é essencial antes de fechar acordos no Feirão Serasa Limpa Nome
Embora as condições sejam atrativas, especialistas alertam para a necessidade de um cálculo realista antes de assinar qualquer compromisso. O CEO da Sttart Pay, Carlos Henrique Jr., explica que mutirões como este são eficientes para reduzir o custo de cobrança das empresas e facilitar o acesso do devedor, mas não resolvem problemas macroeconômicos por si sós.
Para o devedor, a recomendação é priorizar a quitação de dívidas com juros mais altos, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que costumam gerar o efeito “bola de neve”. O ideal é buscar parcelas que caibam no orçamento mensal sem comprometer as despesas essenciais, evitando que um novo acordo se torne uma nova inadimplência no futuro próximo.
Além da renegociação de débitos
Sair do ciclo do endividamento exige mais do que apenas descontos pontuais. Especialistas do setor de crédito, como Weber Luiz Torniziello Filho, da Finza, destacam que a solução definitiva passa pela educação financeira permanente e pela substituição de linhas de crédito caras por opções mais baratas. O estímulo à renda e à produtividade também são pilares fundamentais para que o consumidor brasileiro consiga manter as contas em dia a longo prazo.
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