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Delação de Vorcaro menciona US$ 30 milhões em propina para Alcolumbre; senador reage

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O cenário político e financeiro nacional foi movimentado por novas revelações que envolvem o presidente do Congresso Nacional. De acordo com informações publicadas pela revista Veja, uma proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, mencionou o suposto pagamento de US$ 30 milhões em propina para Alcolumbre. O valor, que equivale a aproximadamente R$ 155 milhões na cotação atual, teria sido repassado ao parlamentar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) em uma conta no exterior. O senador negou veementemente as acusações e anunciou que acionará a Justiça.

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Investigação e rejeição da proposta pela Polícia Federal

A menção ao suposto repasse financeiro faria parte de uma nova tentativa de colaboração premiada de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero. Contudo, a Polícia Federal rejeitou o acordo na última quinta-feira (11). A decisão dos investigadores já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que atua como relator do caso na Suprema Corte.

As razões específicas para a nova negativa da corporação permanecem sob sigilo. Em uma tentativa anterior de acordo de delação realizada no mês passado, a Polícia Federal já havia recusado a colaboração por entender que o banqueiro não forneceu fatos novos em relação ao material que já havia sido apreendido nas buscas, além de não ter admitido a prática de condutas ilícitas.

A Procuradoria-Geral da República ainda avalia o teor dos relatos apresentados pelo empresário, que foi preso novamente em 4 de março durante a terceira fase da operação. A investigação principal apura fraudes financeiras e a tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília, uma instituição pública ligada ao Governo do Distrito Federal.

Defesa de Davi Alcolumbre promete medidas judiciais por calúnia

Em resposta oficial divulgada por meio de nota da Presidência do Senado, Davi Alcolumbre classificou as alegações publicadas pela revista Veja como absolutamente falsas e sem qualquer fundamento real. O parlamentar assegurou que nunca recebeu vantagens indevidas do banqueiro, seja em território nacional ou em contas internacionais.

O comunicado oficial destaca que a situação será tratada com o máximo rigor legal. O congressista informou que vai ingressar com ações judiciais nas esferas cível e criminal contra os responsáveis pelas declarações. O objetivo da medida é exigir a apresentação de provas das denúncias e buscar a reparação jurídica pelos danos provocados à sua honra e à sua imagem pública.

Detalhes do relato de Vorcaro e desdobramentos políticos

Segundo a reportagem da revista Veja, o banqueiro teria afirmado que os valores milionários foram transferidos ao presidente do Senado como contrapartida pelo apoio a uma demanda institucional de interesse do Banco Master. O relato aponta que a transação financeira internacional teria contado com a intermediação de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

A publicação jornalística ressalta que as graves acusações contra o senador carecem de comprovação material e dependem de provas consistentes para que possuam validade jurídica formal.

Além do envolvimento do presidente do Legislativo, a nova leva de depoimentos do banqueiro cita supostas negociações ligadas ao Partido dos Trabalhadores na Bahia, mencionando o nome do ministro Rui Costa. Desde o surgimento das primeiras menções que associam a sigla partidária baiana aos negócios do Banco Master, Rui Costa tem negado de forma reiterada qualquer tipo de ligação com as irregularidades investigadas pela Polícia Federal.

Veja a íntegra da nota de Davi Alcolumbre:

As reportagens publicadas pela revista VEJA sobre o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, são absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza.

O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão impostas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir.

A verdade dos fatos prevalecerá e aqueles que formularem acusações irresponsáveis serão responsabilizados.

Assessoria de Imprensa

Presidência do Senado”

Com informações de Revista VEJA

Leia mais:
PF rejeita novamente proposta de delação de Daniel Vorcaro
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