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TranspoAmazônia 2026 debate o futuro da logística e o impacto da geopolítica na região

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A cidade de Manaus se prepara para sediar um dos maiores debates sobre integração regional e economia global com a realização da TranspoAmazônia 2026. O evento, que ocorre entre os dias 27 e 29 de maio no Centro de Convenções Vasco Vasques, projeta movimentar mais de R$ 900 milhões em negócios, consolidando a capital amazonense como um polo estratégico para a logística internacional.

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Promovida pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), a feira e o congresso reunirão representantes de 43 países. O foco central das discussões envolve a modernização da infraestrutura, a sustentabilidade nas operações e como as tensões globais influenciam diretamente o fluxo de mercadorias no Norte do Brasil.

A ascensão da cabotagem na matriz de transporte amazônica

Um dos pontos altos da programação é a análise do crescimento do transporte marítimo pela costa brasileira. Segundo dados que serão apresentados por Luís Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), o setor registrou uma alta de 12% entre os primeiros semestres de 2024 e 2025. Esse avanço elevou o volume de cargas de 730 mil para 820 mil contêineres no período mencionado.

Para a realidade amazônica, onde os rios funcionam como as principais rodovias, a expansão da cabotagem oferece vantagens competitivas cruciais. A utilização desse modal pode gerar uma redução de até 30% nos custos operacionais quando comparada ao transporte rodoviário. Além do benefício financeiro, há um ganho ambiental significativo, visto que a navegação emite quatro vezes menos gás carbônico por tonelada transportada.

De acordo com a Abac, políticas públicas recentes, a exemplo do programa BR do Mar, já demonstram efeitos práticos na região. O aumento da frota de navios porta-contêineres permitiu uma maior frequência de escalas em Manaus, ampliando a oferta de serviços e garantindo maior previsibilidade para o abastecimento interno e o escoamento da produção industrial.

Geopolítica e os reflexos econômicos nas cadeias de suprimentos

A TranspoAmazônia também abrirá espaço para uma análise profunda do cenário internacional com a palestra do Professor Marins, antropólogo e consultor empresarial. O especialista abordará como os conflitos internacionais e as disputas entre blocos econômicos geram instabilidade nos investimentos e alteram as decisões estratégicas das empresas brasileiras.

Em um mundo interconectado, a estabilidade das cadeias globais de suprimentos é sensível a mudanças diplomáticas e comerciais. Para o setor logístico da Amazônia, compreender esses movimentos é essencial para mitigar riscos e identificar oportunidades em meio às transformações da macroeconomia mundial.

Desafios estruturais e a expansão do e-commerce no Norte

Além das questões globais, o congresso dedicará painéis exclusivos para os problemas locais. Especialistas debaterão os gargalos de infraestrutura, os custos elevados de operação e a segurança no transporte de cargas, pauta defendida prioritariamente por Irani Bertolini, presidente da Fetramaz e idealizador do evento.

Outro tema de destaque é o crescimento do comércio eletrônico na Região Norte. Com a expansão do e-commerce, surgem novos desafios para a distribuição de produtos em uma área de dimensões continentais e geografia complexa. A discussão buscará soluções inovadoras para otimizar a última milha da entrega e reduzir prazos para o consumidor amazônico.

Com a presença de entidades de peso como a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Câmara Interamericana de Transportes (CIT), o evento reafirma que o desenvolvimento da Amazônia passa, obrigatoriamente, por uma logística eficiente, segura e integrada aos mercados mundiais.

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