Polícia Civil e Ipaam resgatam jacarés e preguiça usados em interação paga com turistas no lago do Janauari
A Operação Anhangá 2, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas por exploração ilegal de animais silvestres e maus-tratos, neste sábado (9), no lago do Janauari, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.
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Durante a ação, as equipes resgataram dois jacarés e uma preguiça que, segundo as investigações, eram utilizados de forma irregular para interação com turistas mediante pagamento.

A operação integrou a iniciativa Segurança Presente e contou com apoio da Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIPC), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), da Delegacia Fluvial (Deflu), do Instituto de Criminalística (IC), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Amazonastur.
Animais silvestres eram explorados em atividade turística irregular
De acordo com o delegado Guilherme Antoniazzi, titular da Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo, o objetivo da operação foi interromper a exploração econômica irregular de animais silvestres em uma suposta aldeia indígena que promovia atividades turísticas no lago do Janauari.
“Durante a ação, quatro pessoas foram presas. Resgatamos dois jacarés e uma preguiça”, informou o delegado.
As denúncias chegaram ao Ipaam e incluíam demandas encaminhadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), relacionadas à exploração ilegal de animais silvestres para fins turísticos na região.
Polícia investiga suspeita de dopagem e maus-tratos
Segundo o delegado adjunto da Dema, Renato Matta, os suspeitos cobravam turistas para tirar fotos com os animais e há suspeitas de que os animais eram dopados para ficarem mais dóceis durante a interação.
A possível dopagem será investigada por meio de perícia.
“Também encontramos cordas utilizadas para amarrar os animais, além de cativeiros onde eles eram mantidos em jaulas pequenas dentro da comunidade”, relatou o delegado.
Ipaam aponta prática antiga e aplica multas
A fiscal da Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) do Ipaam, Yara Andrade, afirmou que a exploração irregular de animais silvestres para fins turísticos é uma prática antiga na região e já vinha sendo alvo de fiscalizações frequentes.
Segundo ela, foram identificados indícios de maus-tratos e condições inadequadas para manutenção dos animais.
“Nosso trabalho é interromper esse tipo de atividade e garantir o atendimento adequado aos animais resgatados”, destacou.
Após o resgate, os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, localizado no Distrito Industrial I, zona sul de Manaus.
As multas aplicadas aos envolvidos somaram R$ 10,5 mil.
Primeira fase da operação ocorreu em 2025
A primeira fase da Operação Anhangá foi realizada em 9 de maio de 2025.
Na ocasião, a Polícia Civil prendeu um homem de 22 anos e apreendeu três adolescentes. Durante a ação, sete animais foram resgatados, entre eles:
- três preguiças
- duas macacas
- uma arara
- uma cobra
Suspeitos responderão por crimes ambientais
Os quatro presos foram autuados pelos crimes de maus-tratos a animais, guarda ilegal de espécies silvestres e associação criminosa.
Eles passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.
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