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Produtora de “Dark Horse” nega aporte de Daniel Vorcaro após áudios de Flávio Bolsonaro

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GOUP Entertainment afirma que Banco Master não financiou cinebiografia; senador confirma que buscou investimento privado para produção sobre o ex-presidente

A produtora GOUP Entertainment divulgou uma nota oficial após a repercussão de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, nos quais ele solicita cerca de R$ 130 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para investir na produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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No comunicado enviado ao jornalista Paulo Figueiredo, a produtora negou que recursos de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas ligadas ao banqueiro tenham sido utilizados no financiamento do longa.

Segundo a nota, a empresa afirmou que o projeto conta com mais de dez investidores privados e destacou que nenhum deles está ligado ao empresário.

“Sem prejuízo das restrições acima e com o propósito de afastar especulações infundadas, a GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.”

Produtora diz que conversas não significam investimento no filme Dark Horse

A GOUP Entertainment também afirmou que eventuais conversas com empresários e possíveis apoiadores não representam, necessariamente, a concretização de investimentos.

De acordo com a empresa, negociações preliminares, apresentações do projeto e tratativas comerciais não podem ser interpretadas como prova de aporte financeiro.

A produtora também ressaltou que o filme foi desenvolvido por meio de financiamento privado, sem uso de recursos públicos.

“A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos.”

Ao final da nota, a empresa repudiou o que classificou como tentativas de associar a produção cinematográfica a fatos externos sem comprovação documental, financeira ou contratual.

 


Confira abaixo a íntegra da nota da produtora de “Dark Horse”: 

“NOTA TÉCNICA À IMPRENSA 

A GOUP Entertainment esclarece, preliminarmente, que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual veda a divulgação da identidade de investidores cujos aportes encontrem-se resguardados por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements). Trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar. 

Sem prejuízo das restrições acima e com o propósito de afastar especulações infundadas, a GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário. 

A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos. 

Cumpre destacar, ademais, que conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos — sendo improcedente qualquer ilação em sentido contrário. 

A GOUP Entertainment repudia, portanto, tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual. 

A produtora permanece à disposição das autoridades competentes e da imprensa para os esclarecimentos cabíveis, reafirmando seu compromisso com a transparência, a legalidade e a integridade de suas operações. 

Flávio Bolsonaro confirma pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro

Após a divulgação do caso, Flávio Bolsonaro confirmou que procurou Daniel Vorcaro em busca de apoio financeiro para o filme.

Em nota, o senador negou qualquer irregularidade e afirmou que buscava patrocínio privado para concluir a produção sobre a trajetória política do pai.

“O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet.”

Flávio também afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024 e declarou que, naquele momento, não havia acusações públicas contra o banqueiro.

O senador ainda negou ter oferecido vantagens, intermediado negócios com o governo ou recebido qualquer benefício financeiro.

Veja a íntegra da nota do senador: 

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. 

Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. 

Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero: CPI do Master já.” 

 

Intercept diz que Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões para filme

Reportagem publicada pelo Intercept Brasil afirma que Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Daniel Vorcaro um aporte de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação da época, para financiar “Dark Horse”.

Segundo a publicação, documentos, mensagens, áudios e comprovantes bancários apontariam que pelo menos US$ 10,6 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 61 milhões, teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025.

Ainda de acordo com a reportagem, os valores teriam sido enviados ao Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, apontado como ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Até o momento, não há confirmação pública sobre eventual investigação formal relacionada aos repasses citados na reportagem.

Leia mais:
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