InícioPoderSTF retoma julgamento sobre responsabilização de plataformas digitais

STF retoma julgamento sobre responsabilização de plataformas digitais

Publicado em

Publicidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta quarta-feira (10) os recursos apresentados por empresas de tecnologia contra a decisão que definiu a responsabilidade jurídica das plataformas digitais por conteúdos ilícitos publicados por terceiros. A sessão plenária, com início previsto para as 14h, marca um momento decisivo para a regulamentação da internet no Brasil.

📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.

Os questionamentos jurídicos foram protocolados formalmente pelo Facebook e pelo Google, que buscam esclarecimentos detalhados sobre a extensão e a aplicabilidade do acórdão elaborado pela Suprema Corte.

Os pedidos das empresas de tecnologia

No centro da discussão estão as regras de transição para o novo regime de responsabilidade civil. As redes sociais solicitam a concessão de um prazo razoável para a adaptação tecnológica e operacional dos seus sistemas de moderação. Alternativamente, as defesas pleiteiam que a execução das novas diretrizes ocorra somente após o trânsito em julgado, quando não restarem mais possibilidades de recursos.

Outro ponto central levado ao plenário é o pedido para que o tribunal reconheça a presunção relativa de culpa. Essa medida jurídica permitiria que as companhias apresentassem provas em contrário, demonstrando a inviabilidade técnica ou a ausência de negligência em episódios específicos de veiculação de dados ilícitos.

O novo cenário após a revisão do Marco Civil da Internet

O julgamento atual decorre de uma deliberação ocorrida em junho do ano passado, na qual o STF declarou a inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). Anteriormente, a legislação estipulava que as empresas do setor só responderiam civilmente por danos caso descumprissem uma ordem judicial específica para a remoção do material.

A tese firmada pela Corte estabeleceu que o dispositivo legal anterior falhava na proteção dos direitos fundamentais e das instituições democráticas. Desse modo, até que o Congresso Nacional legisle definitivamente sobre o tema, o Judiciário determinou que as organizações de tecnologia devem agir de forma proativa.

A remoção compulsória e sem necessidade de intervenção judicial imediata aplica-se a casos graves notificados extrajudicialmente, abrangendo infrações como atos antidemocráticos, terrorismo, incitação ao suicídio, crimes de ódio, pornografia infantil e tráfico humano. O descumprimento dessas obrigações enseja a responsabilização por danos morais e materiais causados a terceiros.

Leia mais:
Alcolumbre aciona jurídico do Senado e avalia suspender decretos de Lula sobre big techs
Big techs perderão autonomia para barrar disparo eleitoral em massa
Brasil firma acordo internacional para taxação de Big Techs; apenas EUA não assinaram

Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook

spot_img

Últimas Notícias

Governo Lula anuncia proibição de bets e cassinos online no Brasil

Medida Provisória estabelece prazos para saque de saldos de usuários, interrupção de publicidade e...

MPAM cria núcleo para reforçar atuação eleitoral no Amazonas

Estrutura dará suporte a promotores em casos de sobrecarga, ausência, conflitos nas zonas eleitorais...

Exército realiza simulação de defesa cibernética antes das eleições

Exercício Guardião Cibernético reuniu 1,3 mil participantes e ocorreu também em Manaus em meio...

Concurso da Manausprev entra na reta final com salários de até R$ 9,1 mil

Inscrições seguem até terça-feira, 29 de setembro, e concurso oferece 17 vagas imediatas, além...

Mais como este

Defesa de Bolsonaro desiste de pedido para suspender pena

Advogados retiraram solicitação apresentada a Nunes Marques cerca de duas horas antes, mas mantiveram...

Defesa de Bolsonaro pede suspensão da pena ao STF

Advogados querem interromper execução da condenação de 27 anos e 3 meses enquanto Supremo...

Pílulas do Poder: PSD vai encolher 64% no Senado e marca o fim da velha política de centro

O Partido Social Democrático (PSD) vai encolher 64% no Senado após as eleições de...