O hino nacional brasileiro conquistou o primeiro lugar em um ranking dos mais belos hinos entre as 48 nações que disputam a Copa do Mundo de 2026. A avaliação foi publicada pelo prestigiado jornal dos Estados Unidos, The New York Times, em um texto que mistura análise musical com observações bem-humoradas sobre as composições tradicionais de cada país.
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A análise, assinada pelo jornalista Tim Spiers, destaca as qualidades melódicas e a força da composição da América do Sul frente aos demais concorrentes globais. De acordo com o veículo de imprensa, a execução do símbolo pátrio do Brasil consegue cativar os ouvintes mesmo diante da complexidade técnica de sua estrutura poética.
A força da introdução orquestral
O grande destaque apontado pela publicação norte-americana reside nos momentos iniciais da melodia. O texto exalta especificamente a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos, definindo o conjunto como um dos melhores hinos do mundo. O avaliador ressaltou que, embora a canção dure quase dois minutos, o tempo parece insuficiente diante da qualidade apresentada.
A crítica musical do periódico também mencionou o ritmo e o teor das estrofes. A publicação pontuou que a obra apresenta uma grande quantidade de palavras cantadas de forma bastante célere na maior parte do tempo, abordando temas como a falta de temor diante das batalhas, a existência de um colosso destemido e a exaltação da terra amada.
Resgate histórico e o ranking do torneio
O jornal dos Estados Unidos relembrou momentos marcantes da execução da peça musical em torneios passados. Foi citada a Copa do Mundo de 2014, realizada em território brasileiro, ocasião em que a torcida e os atletas cantaram os versos de forma intensa. O artigo ponderou de forma espirituosa que, na atual partida contra Marrocos, a ausência de contornos melodramáticos vistos na semifinal daquele ano representou um cenário mais equilibrado para o ambiente esportivo.
Logo atrás do Brasil, a lista das cinco composições mais bonitas do mundial traz a França na segunda posição, seguida por Portugal, Colômbia e Escócia. Na ponta oposta da tabela, a última colocação ficou com a Inglaterra. O hino britânico recebeu críticas severas do jornalista, que considerou o ritmo excessivamente lento e mencionou que a letra foca em uma figura monárquica idosa, diferindo dos demais competidores.
Origem e oficialização da obra
A melodia que hoje representa o país foi criada por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831 e, em sua origem, não contava com uma parte cantada. O Ministério das Relações Exteriores detalha em seus registros oficiais que, após a Proclamação da República, um concurso público chegou a ser convocado com o objetivo de substituir a composição por uma nova identidade política. Contudo, o forte apelo popular e o apego da sociedade à música original inviabilizaram a troca.
Dessa forma, a melodia tradicional foi mantida pelo governo republicano. Os versos definitivos, escritos pelo poeta e ensaísta Osório Duque Estrada, foram acoplados e oficializados apenas em 6 de setembro de 1922, às vésperas do centenário da Independência do Brasil, consolidando o formato que permanece atual.
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