Medida vai unificar políticas públicas e ampliar a rede de apoio voltada a pessoas neurodivergentes e famílias atípicas em todo o estado.
O atendimento e o suporte às pessoas com autismo no Amazonas passarão a contar com uma estrutura governamental própria. Durante entrevista concedida ao programa Daniel Anzoategui, da Rádio Difusora, o governador Roberto Cidade, candidato à reeleição pela Federação União Progressista, anunciou a criação da Secretaria Estadual da Causa TEA. A nova pasta integra o plano de governo para o quadriênio de 2027 a 2030 e terá como missão central coordenar e integrar todas as políticas públicas voltadas aos neurodivergentes e suas famílias.
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Segundo o candidato, a iniciativa busca estruturar uma rede de proteção social mais eficiente e próxima da população. A proposta prioriza o acolhimento formal no serviço público, combatendo a desinformação que muitas vezes expõe parentes a promessas perigosas, como nos casos em que famílias buscam tratamentos sem comprovação científica e enfrentam os perigos de falsas curas do autismo vendidas nas redes sociais.
Ampliação da rede e apoio financeiro para famílias atípicas
Além da criação da nova secretaria, o plano prevê a concessão do Auxílio Estadual no valor de R$ 500 para mães e pais atípicos. O projeto também estabelece a expansão dos serviços de atendimento especializado para além da capital. A meta inclui a instalação de novas unidades do Caic TEA em Manaus e a criação de estruturas semelhantes no interior do estado.
Atualmente, a estrutura estadual de apoio é composta por três unidades do Caic TEA e pelo Centro Juventude TEA. Esses espaços oferecem acompanhamento multidisciplinar para crianças, adolescentes e seus familiares.
Complexo TEA e os dados do autismo no estado
O plano de governo contempla ainda a construção do Complexo TEA Amazonas. O espaço reunirá serviços multidisciplinares e um parque adaptado para pessoas neurodivergentes, com o objetivo de se tornar o maior equipamento público do gênero nas regiões Norte e Nordeste. O projeto visa concentrar atividades de inclusão social, desenvolvimento e atendimento especializado em um único local.
A criação dessas medidas atende a uma demanda mensurada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os dados do Censo Demográfico 2022 apontam que 2,4 milhões de pessoas foram diagnosticadas com autismo no Brasil, o que representa 1,2% da população nacional. No Amazonas, o levantamento identificou 43.983 pessoas com a condição, correspondendo a 1,1% dos habitantes do estado. A ampliação do debate ocorre no momento em que a ciência avança no entendimento do espectro, como demonstram pesquisas recentes sobre como os estudos que identificaram novos tipos de autismo e redefiniram diagnósticos, reforçando a necessidade de políticas públicas atualizadas e integradas.
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