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Pesquisa diz que frigoríficos do AM não provam origem livre de desmatamento

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Nenhum frigorífico no Amazonas demonstrou controle efetivo da cadeia pecuária para assegurar que a carne que comercializam não provém de áreas desmatadas, conforme apontado pela última edição do Radar Verde. O estudo analisou 132 frigoríficos com registros de Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e de Serviço de Inspeção Federal (SIF) operando na Amazônia Legal, incluindo 13 localizados no estado.

Todos os frigoríficos mapeados no Amazonas receberam uma avaliação desfavorável, com Grau de Transparência considerado muito baixo. Empresas como Agricultura E Pecuaria Amazonas S/A (Agropam), Amazonboi, Bovinorte, C R O Ribeiro, Frig S/A, Frigo Manaus, Frigoli Alimentos (atualmente Frigonosso), Frigorífico Alemão, Frigorífico Amazonas, Frigorífico Dona Raimunda, Frigotefé, Mafrico e R. Batista obtiveram nota vermelha.

O Radar Verde utiliza três indicadores para avaliar as empresas:

  1. Grau de Controle da cadeia: Avalia as políticas contra o desmatamento e os indicadores de desempenho, verificando a eficácia por meio de auditoria independente.
  2. Grau de Exposição ao Risco de Desmatamento: Avalia o grau de exposição ao desmatamento com base nas informações sobre a zona de compra e a sobreposição com desmatamento passado e futuro.
  3. Grau de Transparência Pública: Analisa se as informações nos sites das empresas revelam políticas de controle do desmatamento na cadeia da carne e se são comprovadas por auditoria independente.

A avaliação revelou que, no geral, 92% dos frigoríficos do Amazonas obtiveram classificação de transparência pública com grau de controle muito baixo (vermelho), 7% com grau baixo (laranja) e apenas 1% com grau intermediário (amarelo).

Paulo Barreto, coordenador do Radar Verde e pesquisador associado do Imazon, destaca que o desmatamento representa uma ameaça sistêmica à economia brasileira, afetando diversos setores e ressalta a importância de controlar a pecuária bovina, principal responsável pelo desmatamento na Amazônia Legal.

Leia mais:
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Com informaçõe do Segundo a Segundo*

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