Órgão ambiental liberou a perfuração de três novos poços exploratórios, etapa considerada decisiva para avaliar o potencial comercial do petróleo encontrado na região
A exploração de petróleo na Foz do Amazonas ganhou um novo capítulo após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizar a Petrobras a perfurar mais três poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas.
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A autorização, revelada pela agência Reuters nesta sexta-feira (4), permite que a estatal avance na investigação sobre o potencial da descoberta recente de petróleo em uma das áreas ambientalmente mais sensíveis da costa amazônica brasileira. Os novos poços deverão ajudar a determinar se o volume encontrado possui viabilidade comercial para futura produção.
A Petrobras confirmou em agosto a presença de petróleo no poço Morpho, mas ainda precisa delimitar a descoberta e calcular o volume existente antes de avançar para uma eventual etapa de produção.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, já afirmou que, caso a viabilidade comercial seja comprovada, a produção de petróleo na região poderá começar dentro de sete anos.
Novas perfurações serão decisivas para avaliar descoberta
A liberação do Ibama representa um avanço nos planos da Petrobras para explorar a região. A perfuração dos novos poços é considerada fundamental para ampliar o conhecimento sobre a descoberta e verificar se há condições econômicas para transformar o petróleo encontrado em produção comercial.
A Bacia da Foz do Amazonas está localizada na costa amazônica e concentra debates sobre os interesses econômicos da exploração petrolífera e as preocupações relacionadas aos impactos ambientais da atividade.
A descoberta no poço Morpho aumentou as expectativas sobre o potencial da área, mas a confirmação da presença de petróleo, por si só, ainda não significa que a produção comercial será viável.
Lula chama petróleo de “passaporte para o futuro”
Em agosto, durante discussão sobre a descoberta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o petróleo identificado pela Petrobras na Foz do Amazonas como um possível “passaporte para o futuro” do Brasil.
“Quando eu falo passaporte para o futuro desse país, eu não estou negando minha luta para acabar com os combustíveis fósseis, porque esse país vai continuar sendo o país rei da inovação dos biocombustíveis”, enfatizou o presidente na ocasião.
Lula também reconheceu as preocupações ambientais envolvendo a exploração na região e afirmou que a decisão de avançar com a prospecção poderia provocar reações entre parceiros europeus.
“Diziam que os europeus iam ficar chateados. (….) Eu tomei a decisão de anunciar antes da COP que a gente ia fazer a prospecção aqui. (…) Porque o que estava em jogo eram os interesses do país e os interesses da nossa empresa. E o direito do Amapá não virar só exportador de açaí ou exportador de tucunaré”, argumentou.
Com a autorização para mais três perfurações, a Petrobras avança agora na etapa necessária para definir a dimensão e o potencial econômico da descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, enquanto a exploração da região continua cercada pelo debate sobre desenvolvimento e preservação ambiental.
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