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Educação em Iranduba reforça o combate à violência contra a mulher

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O distrito de Cacau Pirêra, localizado em Iranduba, recebeu nesta terça-feira uma importante mobilização voltada à conscientização social e segurança pública. A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), atuando por meio da Secretaria Executiva de Políticas para Mulheres (SEPM), promoveu uma série de palestras focadas no combate à violência contra a mulher. O evento, direcionado a estudantes da rede estadual de ensino, integra o cronograma do Projeto Educando para Igualdade (Pepi), que busca transformar o ambiente escolar em um polo de disseminação de direitos e proteção.

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A iniciativa surge como uma resposta estratégica para descentralizar o acesso à informação, levando orientações técnicas e apoio psicossocial para além da capital amazonense. Durante as atividades, especialistas abordaram não apenas as agressões físicas, mas também formas contemporâneas de abuso, como o bullying e o cyberbullying, que impactam diretamente a saúde mental e a segurança dos jovens no ambiente digital.

O papel do Projeto Educando para Igualdade nas escolas

O Projeto Educando para Igualdade se consolida como uma ferramenta essencial para a formação cidadã de adolescentes no Amazonas. Ao levar o debate sobre o combate à violência contra a mulher para dentro das salas de aula, o Estado busca romper ciclos de abuso antes que eles se consolidem na vida adulta. A coordenadora da SEPM, Wilmara Kruke, enfatizou que a principal missão do projeto é fortalecer a rede de proteção e garantir que as informações sobre canais de denúncia cheguem a quem mais precisa.

Segundo a coordenadora, é fundamental que as estudantes compreendam que não estão sozinhas. A presença da secretaria em distritos como o de Cacau Pirêra visa humanizar o atendimento estatal e mostrar que existem mecanismos jurídicos e assistenciais prontos para acolher mulheres em situação de vulnerabilidade. O foco pedagógico do Pepi permite que conceitos complexos de direito e cidadania sejam transmitidos de forma acessível e direta.

Conscientização sobre abuso e crimes virtuais

Um dos diferenciais da ação em Iranduba foi a inclusão de temas como o cyberbullying na pauta das discussões. Em um mundo cada vez mais conectado, as agressões virtuais tornaram-se uma extensão das violências praticadas no cotidiano. A estudante Naelle Sousa, participante da palestra, destacou que a atividade foi esclarecedora para diferenciar brincadeiras de condutas criminosas. A compreensão de que o bullying digital fere a integridade alheia e possui consequências legais é um passo determinante para a construção de uma internet mais ética.

Além da violência digital, as palestras detalharam os cinco tipos de violência previstos na legislação brasileira: física, psicológica, patrimonial, sexual e moral. Para muitas jovens, como a estudante Yasmin Araújo, o evento serviu para dar nome a situações observadas na comunidade. O relato de Yasmin reforça a importância de saber que o Governo do Estado mantém uma estrutura ativa de defesa e suporte, permitindo que as novas gerações atuem como agentes multiplicadores dessa rede de proteção.

Fortalecimento da rede de proteção estadual

A estratégia da Sejusc com o Pepi vai além da teoria. Ao capacitar adolescentes para identificar sinais de abuso, o projeto cria uma sentinela social dentro das comunidades. A educação é vista como o método mais eficaz para a prevenção a longo prazo, pois trabalha a base da estrutura social: os jovens. A promoção da igualdade de gênero e o respeito mútuo são os pilares que sustentam as palestras, orientando crianças e jovens sobre seus direitos fundamentais.

Com a realização destas ações no interior do Amazonas, o Estado reafirma seu compromisso com a erradicação de práticas abusivas. A meta é que cada escola visitada pelo projeto se torne um ponto de referência para a denúncia e o acolhimento, garantindo que a distância geográfica não seja um impedimento para a justiça e a dignidade humana.

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